O gerente-interino da Sanepar em Londrina, Ismael Gimenez, afirma que os reajustes das tarifas de água obedeceram a mudanças-padrão de começo de ano. ''Agora em janeiro, o reajuste linear foi de 8,4% de todas as tarifas. Os outros reajustes nos últimos meses foram de 5,8% em março de 2002 e de 12,8%, em dezembro de 2001'', diz Gimenez. As taxas para o fornecimento de água atualmente estão em R$ 1,33 o metro cúbico para consumo entre 0 a 10 metros cúbicos, R$ 2,00 para consumo entre 11 a 30 metros cúbicos e R$ 3,40 o metro cúbico para consumo acima de 30 metros cúbicos. Serviços de esgoto acrescentam 80% a mais a esses valores.
Gimenez reconhece que esses reajustes não condizem com as queixas generalizadas sobre o aumento das tarifas. ''A progressão de faixas de taxa mínima, dos reajustes de tarifa e do aumento do consumo, que cresceu de 20 a 30% nos últimos meses, realmente fazem com que a conta aumente um pouco. Mas estas condições não fazem uma conta subir de R$ 20 para R$ 100. Quem faz uma queixa desse tipo deveria checar se não há problemas nas instalações internas de sua casa'', diz o gerente.
Atualmente, a inadimplência dos clientes da Sanepar está em torno dos 8%, número superior à média de dois anos atrás, que girava nos 3%. ''Entre abril de 2001 e junho de 2002, quando o Ministério Público proibiu o corte do fornecimento de água para quem não pagava as tarifas, a inadimplência chegou aos 30%. ''Em todo caso, estamos sempre dispostos a negociar, principalmente com famílias com menos recursos, que têm mais dificuldades para pagar'', afirma.

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