A situação de pobreza que envolve a criança, o idoso, a mulher e grande parte dos londrinenses e a atual situação política do município foram temas discutidos por assistentes sociais e estudantes de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), durante a Semana de Serviço Social, que terminou ontem.
Ao final do encontro, um dos documentos divulgados traz dados da Secretaria Municipal de Ação Social, sobre a realidade social de Londrina. São 20.133 crianças de 0 a 6 anos sem creche; 40.849 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos sem atendimento de apoio sócio-educativo ou cursos profissionalizantes; 13.512 idosos sem nenhum tipo de atendimento.
Os poucos serviços oferecidos hoje na área social – casas abrigo, abordagens de rua (projeto AMMIGO), núcleos de convivência e ação comunitária, assessoria às entidades sociais – são realizados com defasagem de recursos humanos técnicos de nível superior, conforme o documento. Profissionais e estudantes evidenciaram a ‘‘necessidade de se implantar novos serviços de assistência social, voltados ao atendimento das demandas reprimidas’’.
O relatório da última Conferência Municipal da Assistência Social foi utilizado como fonte para discussão da pobreza no encontro. De acordo com este documento, 56% da população londrinense sobrevive com menos de três salários mínimos. Destes, 38,86% sobrevivem com renda de até dois salários mínimos.
Ainda segundo o relatório, Londrina possui 13 mil pessoas sem nenhuma renda. Apenas 10% da população que vive em estado de pobreza e miséria recebem alguma assistência.

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