Serviço será reconhecido como profissão
Para o mototaxista Orival Afonso Pinto, a nova lei é importante para os trabalhadores e para a sociedade. Muda tudo, pois o serviço passa a ser reconhecido como profissão, avalia Pinto, que é dono de uma central no Centro de Londrina há 12 anos.
Quem quer trabalhar e usa o mototáxi para sustentar a família já está enquadrado na norma, que vai legalizar os autônomos, que até então têm praticado barbaridades, comenta o mototaxista, lembrando que a lei pode influenciar ainda na definição de uma taxa única para as corridas. É bom para o usuário, que sofre com o abuso de preço.
Ele assinala ainda que com a legalização, a categoria ganhará privilégios na compra de veículos novos, como acontece com os taxistas. Se é regulamentado, é reconhecido na hora de fazer cadastros. Segundo ele, a realidade atual da categoria é diferente da época em que o serviço ainda era novidade. Passageiro só usa mototáxi em caso de emergência. Hoje, 60% dos clientes são empresas.
Conforme o novo decreto, cada cidade deverá ter lei própria para regulamentar os serviços de motoboy e mototaxista e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda vai definir como será o curso especializado, obrigatório para a atuação profissional. Condutores terão 365 dias para se adequar e a desobediência a qualquer item da norma será considerada infração grave, passível de multa no valor de R$ 127,69.
A lei prevê ainda que o trabalhador tenha 21 anos completos e atue há dois anos como condutor ou condutora de motocicleta. O serviço vai exigir placa vermelha, como ocorre com os táxis, e o veículo deve estar registrado na categoria aluguel. Também serão necessários equipamentos de segurança para a moto como protetor de motor, conhecido como mata-cachorro, e instalação de aparador de linha antena corta-pipas e para os profissionais, que deverão usar colete de segurança e faixas refletivas. (M.G.)





