A Prefeitura de Maringá iniciou ontem o processo de licitação para privatrizar a Zona Verde, estacionamento regulamentado na área central da cidade. A intenção é permitir a colocação de parquímetros em todas as vagas hoje controladas. São aproximadamente 3 mil vagas gerenciadas pela Zona Verde, que emprega quase 150 menores por meio período. Todos trabalham e estudam.
Ontem, a prefeitura começou a vender os editais de licitação, que se encerra em 7 de janeiro. A licitação vai servir apenas para cumprir as normas, já que somente uma empresa argentina que trabalha com parquímetros foi contactada pela prefeitura.
Atualemtne a Zona Verde comercializa uma média de 6,5 mil cartões de uma hora a R$ 0,50 e em torno de 500 cartões de duas horas a R$ 1,00 por mês. No final de 97, a prefeitura fez um convênio com a Polícia Militar, abrindo espaço para que os policiais de trânsito multem os veículos sem cartão da Zona Verde. Cada multa custa ao motorista em torno de R$ 440,00. A rotatividade melhorou com a disponibilidade de vagas na área central mesmo nos horários de maior movimento. Mas o Município quer ‘‘modernizar’’ o sistema.
Com os parquímetros, a expectativa é que os motoristas respeitem mais o tempo de estacionamento e a obrigatoriedade de se pagar pelo tempo na vaga. Ao invés de comprar um cartão onde é marcado dia, hora e a placa do carro, os motoristas terão que comprar chips, que vão acionar o parquímetro.
A empresa controla as vagas através de uma central informatizada, que recebe mensagens dos próprio parquímetros. Quando um motorista usa a vaga sem acionar o equipamento, a central avisa os fiscais de rua, que tomam as providências. Por enquanto não existe informação do que acontece com o veículo e o motorista, mas a intenção da prefeitura é recolher a multa.
A dúvida é quanto ao destino dos 150 adolescentes que trabalham na Zona Verde. O procurador-geral da prefeitura, Otávio Salvadori, explica que a empresa vencedora da licitação deve contratar pelo menos 100 pessoas. Mas não existe possibilidade de absorver todos os menores que hoje atuam no estacionamento regulamentado. A prefeitura quer aproveitar parte deles nos programas de profissionalização mantidos na área social. O restante deve ser dispensado.

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