Para o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Luiz Barroso, a criação de uma Defensoria Pública em Londrina amenizaria o problema da superlotação dos distritos policiais. ''Na falta de um advogado, o juiz vai nomear um que aceitará o caso voluntariamente. Claro que as pessoas designadas para esse cargo não recebem nada, então, na maioria das vezes, não atuam com o mesmo empenho do que quando estão sendo pagos'', afirmou. Na sua opinião, a defensoria agilizaria muito os casos de presos por pequenos delitos. ''A polícia é obrigada a prender e não cabe à polícia julgar. Se esses presos tivessem um defensor público, poderiam ter sua liberdade mais rápida.''
A advogada e professora de Direito Processual na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Letícia de Souza Badday, diz que, durante as aulas, percebe que muitos alunos teriam interesse em atuar na área se houvesse concurso para o cargo. ''Vemos que tem um pessoal interessado na universidade, que busca, por meio de trabalhos de conclusão de curso, estudar ainda mais a área. Não só a OAB, mas a sociedade toda deveria se mobilizar para conseguirmos a Defensoria no Paraná'', comentou. (F.B.)

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