Serviço pela metade irrita moradores
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segunda-feira, 25 de agosto de 1997
Edmara Michetti Londrina 
Marcos BorgesNova broncaO buraco deixado na rua Guaraúna: morador suspeita de pirraçaDepois de meses esperando pela limpeza de um bueiro, os moradores da rua Guaraúna, conjunto Violin (zona norte), aguardam agora o fechamento do buraco deixado no asfalto pela equipe da Prefeitura. A espera pelo conserto completou um mês essa semana. Segundo os vizinhos, vários telefonemas já foram feitos à Prefeitura pedindo o conserto e, até ontem, o buraco continuava incomodando no local.
O morador mais prejudicado é o auxiliar de informática José Roberto de Souza. Ele reclama da dificuldade até para se sair e entrar na garagem de casa. Forma um barro, suja tudo. Ficou pior do que estava. Antes, ao menos, a água escorria pela rua. Agora empoça e forma barro, reclama. O buraco, ele diz, está colocando em risco a vida de motoqueiros que passam pela rua. Quando eles vêem o buraco, tentam desviar e aí já está muito perto do meio-fio. Está perigoso.
Souza afirma que só ele telefonou para a Secretaria de Obras, Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon) e, até, ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). No dia em que a limpeza foi feita, segundo Souza, a equipe teria afirmado que o reparo estaria pronto no dia seguinte. Como o bueiro só foi desentupido depois que os vizinhos acionaram a imprensa, Souza suspeita que a demora no fechamento do buraco seja represália. Fizeram o serviço pela metade. Parece até que foi pirraça. Isso poderia ser consertado em 10 minutos.
A limpeza de bueiros é feita pelo departamento de Viação da Secretaria de Obras. O reparo no asfalto é serviço da Pavilon, que recebe a comunicação do serviço através de ofício interno enviado pelo departamento de Viação. Um funcionário da Pavilon informou ontem que os reparos na área central são feitos imediatamente e que nos bairros seguem uma programação para otimizar o trabalho da equipe e dos equipamentos. Mesmo assim, ele afirmou que normalmente o reparo é feito em, no máximo, duas semanas. O funcionário responsável por esse tipo de conserto não foi encontrado à tarde pela Folha. O expediente dele se encerra às 13 horas.


