A maioria das pessoas que necessitaram recorrer ao serviço funerário de Cascavel, ou tem ido a capelas mortuárias e cemitérios, considera satisfatórios os locais e o serviço, ‘‘estatizado’’ pelo Município. É o que indica pesquisa divulgada ontem, encomendada pela Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel (Acesc) a uma empresa especializada, e feita no último final de semana.
A pesquisa consultou 300 pessoas, amostragem que corresponde a 0,5% do número de visitantes (mais de 60 mil) dos três cemitérios da cidade no Dia de Finados. O diretor da empresa Exatta, Xico Tebaldi observa que o percentual é elevado, porque pesquisas eleitorais feitas no País, por exemplo, ‘‘colhem a opinião de no máximo dois mil entre os cem milhões de eleitores’’. O resultado mostra que 88,71% consideram serviço e locais ‘‘ótimos’’ e ‘‘bons’’, e somando-se a resposta ‘‘regular’’, o percentual é de 99,23%.
O superintendente da Acesc, Sérgio Mariotto, observa que há ‘‘uma diferença brutal’’ da situação hoje estabelecida no setor, com o que ocorria até há poucos anos, quando funcionavam funerárias particulares na cidade. As empresas travavam disputas pelos corpos a serem sepultados, inclusive na porta de hospitais ou do Instituto Médico-Legal. ‘‘Todos lembram que elas brigavam até no tapa e aos tiros, como comprovam registros policiais’’, relata Sérgio Mariotto.
O superintendente frisa que as diferenças começam pelos preços praticados pela Acesc. Um funeral completo, inclusive com a urna, custa R$ 160,00. ‘‘Em outras cidades custa pelo menos três vezes mais. A questão dos custos é apenas um detalhe, porque os funcionários estão conscientes de que devem dispensar às famílias a atenção e o carinho exigidos para a ocasião dolorosa de um funeral’’, acrescenta Sérgio Mariotto.
A Acesc utiliza cinco carros para translados e mantém três capelas mortuárias centrais, recentemente reformadas e adaptadas com rampas para portadores de deficiência física. Outras duas estão sendo construídas em bairros. Dois cemitérios de bairros (com 4 mil sepultados cada) foram reformados, assim como o Central (25 mil sepulturas). No Central, os muros foram revestidos com pedras e foi construído um pórtico com uma imagem de Jesus Cristo - contribuição do escultor Jairo Victor, sargento do 33º Batalhão de Infantaria Motorizado.

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