Serviço funerário tem ampla aprovação
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de novembro de 1998
Paulo Pegoraro 
A maioria das pessoas que necessitaram recorrer ao serviço funerário de Cascavel, ou tem ido a capelas mortuárias e cemitérios, considera satisfatórios os locais e o serviço, estatizado pelo Município. É o que indica pesquisa divulgada ontem, encomendada pela Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel (Acesc) a uma empresa especializada, e feita no último final de semana.
A pesquisa consultou 300 pessoas, amostragem que corresponde a 0,5% do número de visitantes (mais de 60 mil) dos três cemitérios da cidade no Dia de Finados. O diretor da empresa Exatta, Xico Tebaldi observa que o percentual é elevado, porque pesquisas eleitorais feitas no País, por exemplo, colhem a opinião de no máximo dois mil entre os cem milhões de eleitores. O resultado mostra que 88,71% consideram serviço e locais ótimos e bons, e somando-se a resposta regular, o percentual é de 99,23%.
O superintendente da Acesc, Sérgio Mariotto, observa que há uma diferença brutal da situação hoje estabelecida no setor, com o que ocorria até há poucos anos, quando funcionavam funerárias particulares na cidade. As empresas travavam disputas pelos corpos a serem sepultados, inclusive na porta de hospitais ou do Instituto Médico-Legal. Todos lembram que elas brigavam até no tapa e aos tiros, como comprovam registros policiais, relata Sérgio Mariotto.
O superintendente frisa que as diferenças começam pelos preços praticados pela Acesc. Um funeral completo, inclusive com a urna, custa R$ 160,00. Em outras cidades custa pelo menos três vezes mais. A questão dos custos é apenas um detalhe, porque os funcionários estão conscientes de que devem dispensar às famílias a atenção e o carinho exigidos para a ocasião dolorosa de um funeral, acrescenta Sérgio Mariotto.
A Acesc utiliza cinco carros para translados e mantém três capelas mortuárias centrais, recentemente reformadas e adaptadas com rampas para portadores de deficiência física. Outras duas estão sendo construídas em bairros. Dois cemitérios de bairros (com 4 mil sepultados cada) foram reformados, assim como o Central (25 mil sepulturas). No Central, os muros foram revestidos com pedras e foi construído um pórtico com uma imagem de Jesus Cristo - contribuição do escultor Jairo Victor, sargento do 33º Batalhão de Infantaria Motorizado.


