A Zona Azul de Londrina foi alvo recentemente de uma polêmica envolvendo a comunidade, poder público e o Ministério Público (MP) do Trabalho, em Curitiba. O MP chegou a pedir o imediato afastamento dos 222 adolescentes atendidos pela Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel) e que atuam na Zona Azul.
Segundo a procuradora do Trabalho da 9ª Região (sediada em Curitiba), Margaret Matos de Carvalho, a atividade seria ‘‘ilegal e perigosa’’ para os adolescentes. A decisão foi tomada com base em reportagem da Folha que mostrou que eles são ameaçados por ladrões armados que arrombam carros nas vias onde a Zona Azul funciona.
‘‘A Constituição não permite atividades insalubres ou perigosas para menores’’, afirmou a promotora, na época. Em uma reunião posterior, realizada com representantes da prefeitura, da Epesmel e de entidades civis, a procuradora estabeleceu que viria à cidade para fazer uma inspeção no trabalho. Margaret disse ontem que virá a Londrina em maio, mas que não divulgaria a data porque inspeção não é anunciada.

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