O Transporte Emergencial Centralizado (TEC), mantido pela Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, completa hoje 10 anos de implantação. Criado com a função de proporcionar o deslocamento de pacientes carentes até os hospitais e unidades básicas de sa© úde, o serviço já fez mais de 260 mil atendimentos nesta primeira década de trabalho. Diariamente 120 chamadas, em média, são respondidas.
As sete ambulâncias utilizadas para os atendimentos ficam à disposição 24 horas por dia e cobrem inclusive os distritos e a reserva indígena do Apucaraninha. Todos os carros (cinco peruas Kombi e duas Hyundai) possuem telefones celular para agilizar o serviço. Nos últimos anos, o número de atendimentos pelo serviço foi triplicado.
Segundo o diretor de Serviços de Apoio da Secretaria de Saúde, Jefferson Alves Pinheiro, desde que o pronto-socorro do Hospital Evangélico descredenciou-se do Sistema Único de Saúde (SUS), os 28 motoristas que trabalham no TEC são instruídos a priorizar o atendimento pelos postos de saúde e hospitais secundários. Só os casos realmente necessários são encaminhados para os hospitais terciários (Santa Casa e Hospital Universitário).
De acordo com levantamento feito pela própria Secretaria, os problemas mais comuns atendidos pelo transporte emergencial são os ligados a mal-estar. Depois vêm as dores agudas e as febres altas. Ontem, a Folha acompanhou o atendimento a uma gestante em trabalho de parto, outra situação enfrentada com frequência pelos motoristas.
Lindalva da Silva Rocha, de 32 anos, grávida de nove meses do quarto filho, estava com febre e fortes dores. Foi encaminhada para a Maternidade Municipal. O marido de Lindalva, o cobrador de ônibus Dirceu Correia da Rocha, afirmou que a ambulância demorou uns 20 minutos para chegar até sua casa, na Vila Marízia. De lá até a maternidade, foram mais uns 10 minutos. ‘‘Já usei o TEC umas quatro vezes antes de hoje, e acho que este foi o atendimento que mais demorou’’, disse.

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