Serviço é suspenso por falta de verba
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segunda-feira, 29 de setembro de 1997
Londrina 
O Hospital São Francisco deixou de prestar atendimento para os pacientes do SUS porque a verba repassada pelo governo federal não cobria os custos dos procedimentos, informa o diretor administrativo, Armando Cesar Saraiva Casemiro. Mas ele diz que as internações pelo Sistema Único de Saúde continuam normalmente. A volta do atendimento, reforça, dependeria de um repasse de verba pela Prefeitura de Cambé.
A diretora administrativa da Santa Casa, Izabel Aparecida da Silva, lembra que a entidade atravessou grandes problemas quando assumiu, sozinha, o atendimento emergencial para os pacientes do SUS. Agora, comenta que o hospital se estruturou com as verbas da Prefeitura e garante que pode oferecer um bom atendimento aos pacientes do SUS. Nós não pedimos para ficar sozinhos. Mas quando Cambé precisou da gente, não viramos as costas.
Izabel Aparecida da Silva concorda que a Santa Casa passa por problemas de superlotação e frequentemente a entidade opera além da capacidade dos 41 leitos. Mas, na opinião de Izabel da Silva, o principal problema é o mau uso que a população faz do hospital e dos postos de saúde. Eles procuram o pronto-socorro para consultas que poderiam ser feitas tranquilamente nos Postos de Saúde.
Com a verba passada pela Prefeitura, ela comenta que foram contratados oito enfermeiros e dois médicos - um clínico geral e um pediatra. A diretora administrativa afirma que, se a Prefeitura romper a parceria que firmou com o hospital, terá que indenizar a Santa Casa pelas contratações de profissionais feitas para garantir o pronto-socorro aberto todos os dias (cerca de 30 pessoas).
A Santa Casa atende em especialidades básicas, ressalta Izabel da Silva: clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, traumatologia, cardiologia, gastroenterologia, ginecologia e obstetrícia, pediatria e neonatologia. O hospital tem 90 funcionários, sem contar os 30 médicos. São realizados, por mês, 4.500 atendimentos e 120 cirurgias.
Agora, a Santa Casa espera verbas do programa ReforSUS para concluir a construção de uma nova ala de pediatria com 18 leitos, incluindo uma UTI pediátrica. A direção do hospital também está estudando a transformação de duas enfermarias em uma UTI para adultos.
Rosimari Batista de Assis, 25 anos, três filhos, mora no jardim Ana Rosa e aguardava atendimento no pronto-socorro da Santa Casa ontem, pela manhã, para a filha. A menina estava com bronquite e a dona-de-casa diz que prefere procurar o hospital a um posto de saúde.
Izabel Cristina Fatu, 45 anos, moradora do centro, também aguardava uma consulta na Santa Casa, ontem, pela manhã. Ela acredita que Cambé deveria ter mais um pronto-socorro. O atendimento aqui é ótimo, mas a gente tem que esperar bastante, lamenta. É preciso paciência.
(Adriana De Cunto)


