Serviço divulga benefício das penas alternativas
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de abril de 2002
Rosângela Vale Reportagem Local 
Benedito Ribeiro da Silva, 48 anos, morador do Conjunto Pindorama, preso por tráfico de drogas, saiu da Penitenciária Estadual de Londrina há cinco meses. Cumprindo pena em regime aberto, ele presta serviços gerais de oficina e ganha cerca de R$ 250,00 por mês como autônomo. As contas com a justiça, Benedito acerta uma vez por semana, trabalhando gratuitamente para a Transporte Emergencial Centralizado (TEC). Estou pagando o que devo, diz.
Benedito é um dos 360 beneficiários atendidos pelo Patronato Penitenciário de Londrina, que ontem completou um ano de funcionamento. A entidade é mantida pelo Estado e substituiu o Programa Pré-Egresso na assistência ao cumprimento de penas em regime aberto. De acordo com o diretor, Tadeu José Migoto, aos egressos do sistema penal é oferecida assistência jurídica, pedagógica e psicossocial, visando a reintegração social.
O balanço dos 12 meses de vida da organização, segundo Migoto, são positivos. Assumimos com 180 beneficiários, dos quais apenas 40 estavam trabalhando. Havia somente 19 instituições cadastradas. Em um ano, já cadastramos 72 instituições assistenciais e públicas: asilos, creches, hospitais, escolas e órgãos públicos do Estado, locais para os quais os beneficiários prestam serviços gratuitos uma vez por semana. A reintegração no mercado de trabalho costuma ser penosa para os ex-detentos. Segundo um levantamento da entidade, 57,72% são autônomos; 23,83% estão desempregados e apenas 18,46% trabalham com carteira assinada.
Migoto informa que um dos objetivos do Patronato é conscientizar o Ministério Público para a aplicação de penas alternativas nas condenações não superiores a quatro anos e nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça.


