Serviço deve ser referência no Norte
Criado há oito anos para atender à demanda deixada por outra entidade londrinense que encerrou as atividades, o Cefil é uma ONG que atende Londrina e outros 60 municípios da região e é sustentada por recursos das prefeituras, da União e por doações.
Há um ano e meio, o Centro, que fazia apenas a triagem dos pacientes, desenvolveu um convênio com o Hospital Universitário (HU) de Londrina para a realização das cirurgias e, por conta disso, pretende enviar ao Ministério da Saúde a documentação necessária para tornar-se centro de referência para o Norte do Paraná. Segundo o cirurgião Alvaro Fagotti, os documentos já foram aprovados pela Secretaria de Saúde de Londrina, que deverá enviá-los para Curitiba e em seguida para Brasília.
Ao todo, 12 funcionários, entre cirurgião plástico, psicólogas, nutricionista, fonoaudióloga, assistente social, dentista, audióloga e ortodontista auxiliam os 703 pacientes cadastrados no Centro, em mais de mil consultas mensais. Por mês também são realizadas até oito cirurgias: o procedimento tem duração de cerca de duas horas e requer apenas uma noite de internação. Cabe ao Cefil garantir o atendimento ambulatorial nos períodos pré e pós-operatório.
''Os pacientes são encaminhados pelos hospitais, maternidades e até pronto-socorros e as consultas ocorrem somente com agendamento'', explicou a assistente social Selma Regina Souto. Conforme ela, todo o tratamento da fissura lábio-palatal, desde as operações até a colocação de aparelhos ortodônticos, é custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sem o Cefil, os pacientes da região teriam de viajar para Curitiba ou Bauru (SP) para realizar o tratamento.
''Já temos um terreno próximo ao HU, mas ainda precisamos de recursos para construir nossa sede própria'', assinalou a assistente social. Para ela, por enquanto, o atual espaço - uma casa alugada que foi transformada em ambulatório -, consegue absorver a demanda, mas ainda assim o atendimento poderia ser melhor.
''Quartos foram transformados em consultórios por divisórias e até uma cozinha virou sala de espera'', descreveu Selma, contando que às quintas-feiras, no dia de avaliação, quando as famílias conversam com todos os especialistas, o Centro fica lotado de pacientes. (M.G.)





