Apesar de ser apenas um teste, o maquinário posto nas ruas ontem pela manhã, na região central de Londrina, ganhou a atenção de quem passava pela praça Sete de Setembro, em frente à Sercomtel. São três equipamentos de varrição mecânica que estão sendo estudados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
Como o contrato com a empresa Ebepec, responsável pela varrição e parte da limpeza pública, expira em julho, a CMTU busca novas tecnologias para que as empresas que atuem nesse ramo participem do processo licitatório. "O objetivo é aumentar a área de abrangência, que hoje é somente o quadrilátero central. A cidade inteira precisa estar limpa e, para isso, temos que aumentar o serviço para 4 mil km de varrição", aponta o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas.
De acordo com Geirinhas, outros equipamentos foram testados, mas reprovados. Dessa vez, o maquinário que está sendo avaliado é da empresa Alfa, de São Paulo. As varredeiras urbanas recolhem todo tipo de resíduo que está solto no asfalto, através de duas escovas que centralizam o lixo para um bocal com sistema de sucção. Além disso, a máquina possui um pulverizador para amenizar a poeira.
"O equipamento conta com uma caçamba com 1 m³ de capacidade e tem produtividade de 12 m² por hora. As outras duas máquinas são menores e possibilitam o alcance de locais limitados de espaço, como praças. Além disso, são manuais e com diferentes capacidades de armazenamento", diz a gerente comercial da Alfa, Isabel Cristina Vasquez.
O auxiliar de cartório Oswaldo Rogério, que parou para observar o trabalho das máquinas, diz que o serviço poderá ser realizado com mais agilidade, mas questiona se vale a pena substituir a mão de obra de muitos varredores. "Pelo que vi, esses equipamentos só tiram o grosso. Acho uma boa ideia, mas a cidade precisará de muitas delas", ressalta. Segundo o presidente da CMTU, mecanizar o serviço "é uma questão de custo benefício devido à alta produtividade". Cada máquina custa em torno de R$ 330 mil.
Em relação à lavagem da sujeira dos pombos, Geirinhas diz que a CMTU está buscando empresas que forneçam o equipamento apto a realizar o serviço. "Estamos estudando fabricantes, mas não há data para realizar o teste", afirma.
O secretário municipal do Ambiente, Cleuber Moraes Brito, alega que os equipamentos anunciados ontem pertencem à empresa IngaLimp, de Maringá (Noroeste), revendedora dos produtos da Alfa.
"Ficou acertado que eles (empresa) trariam entre os equipamentos de varrição, um que faria a lavagem, mas isso não ocorreu. Vou me reunir com a CMTU para verificar se essa empresa tem ou não essa lavadeira e, caso contrário, buscar outras no mercado. Nosso objetivo é encontrar soluções para essa questão da sujeira dos pombos", declara.
Para o pintor Francisco Teixeira, "limpar não resolve, pois no dia seguinte está sujo novamente. Já passou da hora de achar uma solução para afastá-las desses locais", reclama, indignado com a quantidade de fezes e o mau cheiro do Bosque Central.
A expectativa é de que a solução para o problema seja apresentada no próximo mês, pela empresa Robotx, de Botucatu (SP). Representantes virão a cidade para testar aparelhos que emitem ondas eletromagnéticas, que teriam a capacidade de desorientar as pombas.

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