A partir de 98 os proprietários que não preservarem limpos os terrenos em Maringá vão pagar valores mais altos pelo serviço de roçada, que é realizado pela prefeitura. Anteontem, 16 servidores e oito tratores da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente iniciaram a terceira roçada do ano, que deve atender mais de 3 milhões de metros quadrados de área e durar pelo menos 30 dias. ‘‘Se não chover neste período’’, reforça o secretário Hamilton Cardoso.
Hoje cada proprietário paga cerca de R$ 30,00 pela roçada e a intenção, segundo Cardoso, é pelo menos dobrar este valor. ‘‘Cobrando mais caro, acho que boa parte dos proprietários vai providenciar a limpeza antes que a nossa equipe chegue’’.
Segundo Cardoso, a roçada é feita três vezes por ano, duas no primeiro semestre e a última entre novembro e dezembro. Como este ano o excesso de chuvas atrasou o serviço, em muitos bairros os moradores estão reclamando da altura do mato nos terrenos baldios. ‘‘E Maringá tem muitos vazios urbanos, o que é um problema para a administração pública’’, justifica. Ele lembra também que devido uma lei municipal, que obriga os donos de terrenos a construírem muros e calçadas, muitas áreas foram ‘‘carcadas’’ e impedem a entrada dos tratores.
Neste caso, diz Cardoso, os operários são obrigados a fazer o serviço com roçadeiras manuais, o que demora ainda mais para limpar alguns bairros. ‘‘Os proprietários poderiam agora seguir uma outra lei municipal, que incentiva o plantio de hortas ou de grama nos terrenos baldios’’, afirma.

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