Serviço de recapeamento é retomado
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sexta-feira, 02 de agosto de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Londrina - Aos poucos o asfalto de Londrina será refeito. Essa é a expectativa do secretário municipal de Obras, Sandro Nóbrega. Nesta semana, a Rua Souza Naves, no trecho entre a rotatória da Catedral até a Avenida JK, foi recapeada, para alívio dos motoristas, embora alguns ainda estejam receosos quanto à qualidade do trabalho. "Melhorou bastante, não estava horrível, mas estava feio", avaliou o médico veterinário Conrado Reis.
"Estava bem ruim, mas vamos esperar a primeira chuva para avaliar. Espero que esteja bem feito agora, porque principalmente para as motos é bem perigoso. O problema foi terem feito em horário comercial, causou muito transtorno. Talvez se avisassem os motoristas com antecedência já poderíamos optar por outro caminho", avaliou a assistente de vendas Ana Valquíria Mathias.
Para os comerciantes, o recape trouxe um certo transtorno, com o afastamento dos clientes. "Foram dois dias bens ruins, não passava ninguém. Mas como motorista avalio que ficou muito bom, porque quase caí de moto em um buraco que tinha aqui. Agora espero que façam logo a sinalização", pediu o chaveiro Wesley dos Anjos Cardoso.
Segundo Nóbrega, o objetivo é fazer primeiro as vias de maior trânsito de transporte público. Os próximos locais serão a Rua Mato Grosso, entre as avenidas Bandeirantes e Juscelino Kubitschek, as ruas Piauí e Pará, entre as avenidas Higienópolis e JK, e a Rua Goiás, entre as avenidas JK e Jorge Casoni.
Nóbrega também afirmou que há ações planejadas em todas as regiões. "Vamos também fazer a Rua Quintino Bocaiuva, Avenida São João, Avenida Tiradentes, Rua Arcindo Sardo, entre outras." Para conseguir cobrir todas as ruas, de acordo com ele, será necessário aguardar a verba do Paraná Cidade, de R$ 20 milhões, anunciada em julho pelo governo estadual, mas que deve ser liberada apenas no próximo ano.
Nas avenidas Tiradentes e Higienópolis já foi feita uma operação tapa-buracos, mas as ondulações na pista incomodam os motoristas. Há também um enorme buraco próximo à passarela em frente a um hipermercado na Tiradentes. "Quase caí naquele buraco de moto. A qualidade do asfalto está ruim também, tanto que temos clientes que preferem motos mais altas", contou o vendedor Rodolfo de Andrade.
Acostumado a trafegar diariamente por toda a cidade, o taxista Juracir Santa da Cruz acredita que somente o recape irá resolver o problema do asfalto. "Tamparam os buracos, melhorou, mas tem muito tráfego por aqui e pode abrir tudo novamente."
O secretário explicou que no momento há três equipes trabalhando com o asfalto, sendo duas para recape e uma para a operação tapa-buracos. "Tem uma equipe trabalhando no centro, leste e oeste e outra fazendo norte e sul. Até o momento os recursos utilizados são municipais e até o final do ano devem ser gastos R$ 3 milhões",explicou.
Com exceção das obras realizadas nos Jardins Santa Mônica e Itália, onde a empresa é responsável também pelo material, todo o restante está sendo produzido pela Usina de Asfalto, segundo Nóbrega.


