Curitiba
O serviço de mototáxi (transporte remunerado de passageiros em motocicletas) está operando de forma irregular em Curitiba. A empresa Moto-Táxi Expresso, que lançou o serviço há dois meses na cidade, está atendendo normalmente, contrariando a liminar da 1ª Vara de Fazenda Pública, que determinou a paralisação dos serviços no final de julho.
A reportagem da Folha ligou ontem para a empresa Moto-Táxi Expresso e foi informada por uma funcionária que o serviço está funcionando de maneira ‘‘meio normal’’. ‘‘Como não foi aprovada a lei, estamos atendendo mais para pessoas conhecidas, mas os motoqueiros não utilizam o jaleco (que identifica o nome da empresa)’’, disse ela. A funcionária não soube informar o número de passageiros transportados diariamente, mas disse que ‘‘está meio apuradinho’’. A taxa é de R$ 3,00 para distâncias de até 15 quilômetros.
Um processo administrativo em andamento na prefeitura pede a cassação do alvará de funcionamento da empresa Moto-Táxi Expresso, autorizada a transportar encomendas.
O Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) publicou há cerca de um mês no Diário Oficial decisão proibindo o serviço em todo o Paraná - por não estar previsto no Código Nacional de Trânsito.
As motocicletas podem ser apreendidas e os motoristas podem ter a carteira de habilitação apreendida e receber uma multa de R$ 109,00. Desde o lançamento do serviço, o BPTran não apreendeu nenhuma motocicleta em Curitiba. O comandante do BPTran, tenente-coronel Nelson Carnieri, disse ontem desconhecer que a empresa estava operando. ‘‘Vamos averiguar e tomar as providências necessárias’’, disse ele.

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