As investigações sobre o acidente com o ultraleve que vitimou Flávio Tadeu Souza Godoy e Willy Von Raupp ainda não foram concluídas pelo Serviço Regional de Aviação Civil (Serac-5), que fica em Canoas (RS). O Serac é o órgão que expede a documentação e fiscaliza atividades da aviação desportiva. O Capitão Paiva Júnior, responsável por investigações em acidentes aeronáuticos, deve entregar o laudo pericial em dois ou três meses.
O Tenente Ducatti (ele não informou o nome completo), declarou, por telefone, que as investigações do Serac podem apurar com quase 100% de acerto as causas do acidente, que podem ser humana ou técnica.
‘‘Acidentes desportivos com vítimas fatais não são frequentes’’, disse Ducatti. Ele explicou que, de acordo com a legislação do DAC, os acidentes são apurados para fins estatísticos. A legislação, segundo Ducatti, é clara: ‘‘A aviação experimental desportiva é realizada com riscos próprios do piloto’’. Quanto ao Clube de Aviação Experimental, em Ibiporã, ele assegurou que a documentação está regularizada, de acordo com a lei.
Revogada em 14 de abril de 1999, a portaria 228 do DAC determina que para abertura e funcionamento de clubes de aviação desportiva são necessários local apropriado, cadastro da diretoria, instrutores habilitados e pilotos formados em escolas especializadas. Os candidatos a pilotos de ultraleve têm que fazer prova do DAC, cuja nota mínima é 7. (M.B.)

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