Apesar da recomendação da procuradora estadual do Trabalho, Margaret Matos de Carvalho, para que a fiscalização da Zona Azul fosse realizada por maiores de 18 anos, pouca coisa mudou. A procuradora considerou ''perigosa e insalubre'' a atividade exercida pelos adolescentes. Ela recomendou que os meninos fossem contratados como aprendiz em empresas de Londrina. Mas até agora nenhum garoto da Zona Azul conseguiu mudar de emprego.
As vagas disponibilizadas pelos empresários, após apelo da procuradora, acabaram sendo preenchidas por 80 alunos da Epesmel, melhor preparados que os fiscais da Zona Azul que não tinham tempo para frequentar os cursos oferecidos pela escola.
Na tentativa de reverter a situação, a Epesmel começou a oferecer, há cerca de um mês, cursos profissionalizantes em horários especiais para os meninos que trabalham na Zona Azul.
A reportagem da Folha tentou várias vezes, por telefone, falar com a procuradora, em Curitiba, mas ela não retornou as ligações. No último contato, feito há mais de 20 dias, a informação dada por ela é que ainda não havia sido feito levantamento de quantas empresas se adequaram a legislação trabalhista que exige a contratação de menores aprendizes. O prazo estabelecido pela Procuradoria para que as empresas contratassem menores-aprendizes terminou em 30 de setembro.

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