Serrarias querem redução de taxas
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sexta-feira, 30 de maio de 1997
Vânia Moreira, de Umuarama 
Donos de serrarias da região de Umuarama vão pedir à direção do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a redução das taxas cobradas pela extração e transporte de madeira. Eles alegam que os valores cobrados encarecem demais o custo de produção e podem inviabilizar a atividade. A região de Umuarama tem aproximadamente 200 serrarias que empregam cerca de 1.500 trabalhadores.
Madeireiros e vereadores se reuniram ontem de manhã na Câmara de Umuarama para discutir o problema e decidiram formar uma comissão para negociar com a diretoria do IAP. Nos próximos dias, a comissão vai tentar marcar uma reunião com técnicos e diretores do IAP em Curitiba.
Até o ano passado, os madeireiros pagavam ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) uma taxa média de R$ 1,00 por árvore cortada, dinheiro destinado à reposição das florestas. A partir deste ano, o governo do Estado assumiu a cobrança para garantir que o dinheiro arrecadado seja aplicado somente no Paraná e aumentou os valores das taxas. Passou a cobrar R$ 4,00 por metro cúbico de árvore exótica extraída e R$ 8,00 por metro cúbico de árvore nativa.
Dono de uma serraria em Alto Piquiri, Francisco Scoparo conta que antes pagava cerca de R$ 3 mil de taxa de reposição por cada 10 mil árvores exóticas compradas. Agora, a mesma quantidade de madeira custa R$ 10 mil. Para compensar teríamos que vender o metro cúbico de madeira beneficiada a R$ 110, mas o mercado paga apenas R$ 80, reclama. Osmair Rondis, também de Alto Piquiri, diz que se o governo não revir os valores, os empresários terão apenas duas saídas: abandonar a extração de madeira ou sonegar o pagamento das taxas.


