Serralheiro morre atropelado
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sexta-feira, 12 de março de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O serralheiro Castorino Prestes, 38 anos, morreu ontem, por volta das 6h30, atropelado por um Gol que invadiu o acostamento por onde caminhava, na Rodovia Vitório Francovig, estrada de acesso a Tamarana (62 km ao sul de Londrina). Prestes estava indo trabalhar. O veículo que atingiu o serralheiro era dirigido por César Augusto Nakaoka Rochedo, 23 anos. Segundo informações da Polícia Civil, ele retornava de uma boate, em Londrina, com dois amigos, quando teria avançado a pista contrária da rodovia, atropelando a vítima e capotando o veículo em um barranco. O motorista e os passageiros tiveram apenas lesões leves. Com o impacto, Prestes foi lançado a uma distância superior a 30 metros, de acordo com o delegado do 6º Distrito Policial (DP) de Londrina, Algacir Ramos.
Segundo o delegado, foi realizado o teste de bafômetro, mostrando que o motorista estaria alcoolizado. De acordo com Ramos, o exame não é obrigatório. Ainda na manhã de ontem, o rapaz foi liberado após pagar fiança de R$ 100. ''A lei propicia isso em caso de homicídio culposo. Ele não tinha antecedentes, é trabalhador, foi encontrado sentado na beira da estrada, chorando, depois do acidente'', defendeu.
O cunhado da vítima, Claudinei de Andrade, 28, contou que Prestes estava acompanhado de um colega de trabalho no instante do atropelamento. Andrade disse que, com base no que ouviu desse colega, os dois caminhavam em fila, distantes cerca de seis metros um do outro, o que justificaria o fato de apenas Prestes ter sido atingido. ''Ele falou que o carro vinha desgovernado e invadiu o acostamento onde eles estavam'', relatou. Sobre a liberação do rapaz estava indignado. ''É lamentável.''
O delegado do 6º DP informou que ainda não era possível definir a que velocidade rodava o veículo, mas avaliou que o motorista deveria estar correndo, em razão do impacto do atropelamento. A Folha tentou contato com o perito que iria analisar as circunstâncias do acidente, mas o Instituto de Criminalística informou que ele deixou o plantão na manhã de ontem e só retornaria na segunda-feira. Rochedo não quis dar entrevistas.


