O coletor de lixo não tem nada a ver com a seringa usada na casa das pessoas, mas quando este objeto é descartado de forma negligente pode acabar ferindo e colocando em risco a saúde do trabalhador. Para acabar com este tipo de acidente, a Prefeitura de Ibiporã (Norte) lançou uma campanha de conscientização orientando a população a colocar as seringas usadas em uma garrafa pet e, depois, fazer a entrega em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
A medida foi colocada em prática pela Divisão de Gestão e Saúde Ocupacional (DGSO), que nesta semana começou a distribuir panfletos em todas as UBSs e em locais estratégicos, como hospitais e clínicas. A informação também será impressa nas contas de água da população. Segundo a assessoria da Prefeitura, o alerta foi necessário porque a autarquia responsável pela coleta de lixo, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), detectou um aumento na quantidade de seringas e agulhas encontradas nos sacos de lixo reciclável e orgânico.
A enfermeira da Vigilância Sanitária de Ibiporã, Cíntia Novaes, revelou que foram registrados diversos acidentes do tipo nos últimos meses, o que representa um grande perigo para a saúde do trabalhador. Ela explicou que há riscos de transmissão de tétano, hepative B e outras doenças transmitidas pelo sangue, como por exemplo a Aids. ''A assistência é imediata. Abrimos um processo de investigação do caso, o paciente (vítima) faz teste rápido para HIV, toma vacinas e medicação e faz outros exames'', citou a enfermeira. O paciente precisa ser acompanhado por até seis meses. Além da saúde humana, as seringas usadas também prejudicam o meio ambiente.
A orientação das autoridades é para que seringas e agulhas usadas sejam colocadas em garrafas descartáveis e entregues nos postos de saúde. O material é encaminhado para a Vigilância Sanitária, que repassa para uma empresa terceirizada, responsável por insinerar ou esterilizar os resíduos. Clínicas, consultórios, farmácias e outras empresas particulares da saúde são responsáveis em dar o destino correto para seus resíduos.
Situação semelhante também acontece em Londrina. Conforme a presidente da Central de Pesagem e Vendas (Cepeve), Sandra Araújo da Silva, que representa ONGs que separam lixo reciclável na cidade, é bastante comum encontrar seringas com agulhas em sacos coletados em clínicas. Os resíduos são separados e recolhidos por uma empresa prestadora de serviços para a Prefeitura. Na Qualix, que faz a coleta do lixo orgânico das casas, o problema também ocorre. Segundo a empresa não é raro os coletores encontrarem seringas ou se ferirem com agulhas.

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