Campo Mourão - A proposta de redução do preço dos caixões defunto, a exigência de uma ajuda mínima de R$ 60 mil para a conclusão da capela mortuária e o pagamento de uma mensalidade à prefeitura de pelo menos R$ 800,00 não afastou o interesse de empresas funerárias de participarem da licitação aberta em Campo Mourão. Quatro empresas - as duas atuais da cidade, uma de Maringá e outra de Arapongas - apresentaram propostas que estão sendo analisadas pela Comissão de Licitação.
As propostas começaram a ser abertas na quarta-feira, mas uma série de pedidos de impugnações feitas por uma empresa contra a outra adiou o resultado para a semana que vem. Enquanto isso, uma série de documentos e recursos estão sendo analisados. Das quatro empresas interessadas, apenas uma terá autorização para trabalhar na cidade. A prefeitura diminuiu as ''vagas'' pela metade com o argumento de que o monopólio garantiria preços menores aos serviços funerários.
De acordo com a tabela de preços anexada ao edital de licitação, a empresa que vencer a concorrência terá que vender caixões com preços em média 10% mais baratos que os valores atuais. A urna mais vendida na cidade, de referência cinco (luxo), por exemplo, vai cair de R$ 817,78 para R$ 735,00. O edital também obriga a funerária vencedora a fazer a manutenção da nova capela mortuária, que está em obras, e da central de atendimento, que hoje são mantidas pelo município.
Pelas regras definidas em edital, vai ganhar a concorrência quem oferecer carros fúnebres mais novos e em maior quantidade, pagar uma mensalidade maior, garantir mais recursos para o fim das obras da capela mortuária, empregar mais funcionários e tiver um maior número de urnas em estoque. Também somam pontos a experiência no ramo. O serviço funerário funciona em Campo Mourão em sistema de concessão há oito anos.

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