‘‘Seria nossa opção de lazer’’
Indiferentes aos argumentos da igreja, os moradores do distrito Santa Felicidade apóiam integralmente o prefeito e criticam o padre Jorge Purcino dos Santos, acusando-o de responsável pela paralisação da obra da praça. Eles afirmam que a obra significa benfeitoria e que o padre não deveria interferir na decisão do prefeito. O distrito não conta com nenhum clube ou centro de lazer e está distante de Tapira cerca de 15 quilômetros. A maioria dos moradores são trabalhadores rurais e pequenos agricultores.
‘‘A igreja precisa de uma praça. Se a igreja não pode construir por que não deixa a prefeitura construir?’’, questiona o desempregado Antonio da Silva, 50 anos. Segundo ele, a praça será um local de passeio para os moradores. ‘‘Aqui não tem nada. A praça seria uma boa opção de lazer.’’
O comerciante Ulisses Policárpio da Silva, 73 anos, é um ferrenho defensor do prefeito. ‘‘Pode perguntar, todo mundo é a favor da praça e se o padre vier aqui falar besteira ele vai ver’’, ameaça. Em seguida, ele pondera e diz que os moradores do distrito não são nem contra o prefeito e nem contra o padre. ‘‘Somos é a favor da praça.’’
Nem mesmo o argumento da igreja de que a prefeitura deveria reativar o posto de saúde do distrito, que foi fechado na atual administração, convence os moradores. ‘‘Quando vinha médico aqui no posto era sempre as mesmas pessoas que iam consultar. Só que elas não tinham dinheiro para comprar os remédios que o médico receitava, então dava tudo no mesmo. Aqui todo mundo sabe que se ficar doente e precisar de médico tem que ir até Tapira ou Umuarama’’, afirma Policárpio da Silva. (L.P.)