Sercomtel também pretende recorrer contra a lei
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quarta-feira, 11 de setembro de 2002
Benê Bianchi<br> Reportagem Local 
Londrina - A Sercomtel, operadora de telefonia fixa e celular de Londrina, pretende recorrer contra a lei que acaba com a tarifa mínima para serviços de telefonia, água e energia. Até ontem, a empresa não havia recebido cópia da lei. ''Entendemos que não cabe ao Estado legislar sobre matérias referentes a telecomunicações, cuja competência é da Anatel'' (Agência Nacional de Telecomunicações), informa o presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira. Ele afirma que a vigência da lei inviabiliza a Sercomtel.
''Temos toda uma estrutura à disposição do usuário 24 horas por dia. Isso tem um custo para a empresa'', comenta Pereira. Segundo ele, o valor cobrado como tarifa mínima R$ 27,22 residencial e R$ 36,25 comercial, no caso da Sercomtel cobre, entre outros itens, a manutenção e depreciação da empresa. Pereira argumenta ainda que a tarifa básica veio suprir a defasagem que ocorreu com a eliminação do chamado subsídio cruzado, que havia antes da privatização do sistema de telefonia.
Com o subsídio cruzado, o preço mais alto cobrado por determinados serviços acabavam cobrindo a defasagem registrada com a cobrança mais barata de outros serviços. ''Antes, uma ligação interurbana era muito mais cara'', exemplifica Pereira. Ele cita ainda a compra da linha telefônica, que era financiada pelos compradores e hoje é fornecida pela operadora.
De acordo com tabela fornecida pela Sercomtel, antes da privatização também era cobrada uma tarifa básica. Em 1995, o valor residencial cobrado era de R$ 0,61. No período que antecedeu a privatização, em 98, a tarifa residencial era de R$ 13,82 e a comercial, R$ 20,73.


