Sercomtel quer todas escolas com internet
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terça-feira, 14 de dezembro de 2004
Vera Barão<br> Reportagem Local 
Até o final de 2005, a Sercomtel quer propiciar a inclusão digital de cerca de 32 mil alunos de 79 escolas municipais de Londrina à rede mundial de computadores (ADSL). A informação é do presidente da Sercomtel, João Rezende, que apresentou no seminário ''Brasil 2005 - Perspectivas do Setor de Televomunicações'' - realizado em São Paulo, a experiência da Sercomtel ''Londrina Cidade Digital. O evento é realizado pela Revista Época, com patrocínio da Associação Brasileira de Prestadores de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix).
O projeto, que teve início em junho e é desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Londrina através da Secretaria Municipal de Educação, prevê a possibilidade de acesso irrestrito à rede mundial de computadores. Até agora, o Londrina Cidade Digital já disponibilizou a todos os alunos da 4 série da rede pública municipal de ensino e do EJA (Educação de Jovens e Adultos) conta de e-mail individual, por meio do domínio @londrina-pr.com.br. De acordo com João Rezende, nesta primeira fase do projeto 7 mil alunos já possuem contas de e-mais individuais. ''Para o projeto dar certo é necessário todo um trabalho da Secretaria de Educação para o uso pedagógico da internet'', diz Rezende.
Segundo ele, a Sercomtel está disponibilizando o software e a tecnologia para que cada escola tenha um terminal com microcomputador instalado em cada unidade de ensino. ''A partir desse microcomputador, os alunos podem ter contato com formas diferenciadas de educação e troca de experiências entre as escolas não só da rede municipal, mas de diversas escolas do Brasil'', enfatizou o presidente da Sercomtel, cuja empresa investiu R$ 400 mil no projeto. ''A prefeitura vai ter um gasto mensal de R$ 6 mil para a manutenção do projeto, um valor baixo comparado aos benefícios que esses alunos terão'', comentou.
O projeto, disse ele, é de médio e longo prazo, mas é importante porque dá acesso aquelas pessoas que teriam dificuldade em usar o computador. ''Mesma a família de mais baixa renda sabe que se o filho não tiver acesso à internet vai estar em desvantagem no mercado de trabalho em relação aos seus companheiros. O computador é uma forma de melhoroar qualitativamente e quantitativamente o mercado de trabalho'', argumentou.
Além de João Rezende, executivos da Telefônica, CTBC, Telemar e Brasil Telecom também expuseram a iniciativa de suas empresas na área de inclusão digital. No seminário também foram debatidos temas como Marco Regulatório e Estrutura Tarifária, Novos Desafios da Convergência Tecnológica de Serviços e as Iniciativas do Governo Federal e das Concessionárias de Telecomunicações sobre Inclusão Digital.


