Sercomtel perde R$ 90 mil com furtos
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2002
Luciano Augusto 
A Sercomtel informou ontem que já teve um prejuízo de mais de R$ 90 mil desde junho do ano passado, provocado por mais de 50 atos de vandalismo e pelo furto de cabos telefônicos de cobre. Além do prejuízo financeiro, há ainda os transtornos para os usuários, que chegam a ficar até seis horas com os serviços interrompidos.
Ontem, foram registradas mais duas ocorrências de furto a cabos telefônicos, ambas de madrugada, na zona sul de Londrina. A primeira ação dos marginais aconteceu no Conjunto Jamile Dequech, onde furtaram cerca de 250 metros de cabos. Outros 100 metros foram levados do Jardim Nova Esperança. Segundo o diretor de engenharia da Sercomtel, Hanz Muller, as ocorrências de furto também atingem outros bairros, como o Conjunto Farid Libos e Panissa. Cada metro de cabo, segundo ele, custa em torno de R$ 7,00.
Muller afirmou que a empresa se reuniu com as polícias Militar e Civil para tentarem solucionar o problema. Temos que encontrar o receptador desse material, reforçou. Os cabos, segundo a Sercomtel, dispõem de alarmes, mas quando a polícia chega até o local os ladrões já fugiram.
O engenheiro pede que as pessoas denunciem a ação dos marginais à polícia. O delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Vinícius Amaro, esclareceu que esse tipo de crime é de dificil apuração, pois normalmente as pessoas procuram locais ermos para furtarem os cabos.
Moradores também foram vítimas de roubo de três hidrômetros (relógios que medem água), entre às 21 horas de anteontem e 8 horas de ontem. Dois foram furtados na rua Anita Magalhães de Oliveira (Vila Ronama) e um na rua Orlando Sisti (Jardim Abussafi). Segundo o gerente Metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, o prejuízo recai sobre o usuário, já que o contrato prevê o repasse da guarda do aparelho. O morador deve encaminhar o boletim de ocorrência para a companhia, que providenciará rapidamente a reposição. O hidrômetro custa R$ 34,16 para o consumidor.
Levantamentos dos técnicos da Sanepar totalizam 24 relógios roubados apenas nos primeiros 15 dias do ano. A polícia ainda não descobriu o destino dos equipamentos, mas existem suspeitas que eles seriam revendidos no Paraguai.(Colaborou Emerson Dias)


