Sercomtel lança cartão próprio
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Lúcio Horta 
Londrina
Dorico da SilvaWalter Campanelli diz que foram confeccionados30 mil cartões A Sercomtel S/A é a primeira operadora do Brasil a lançar os próprios cartões indutivos para telefones públicos. Até julho, somente a Telebrás podia confeccionar o produto, mas a situação mudou após alteração na legislação que regulamenta o setor. Ontem, em Londrina, foi apresentado o novo cartão, que é comemorativo ao aniversário de 30 anos da empresa.
No total, foram confeccionados 30 mil cartões, que representam a média mensal de cartões vendidos na Cidade. Cada um tem 20 créditos (40 minutos de conversa local) e será vendido para o público geral a um preço de R$ 1,20. A empresa também está produzindo outros 30 mil cartões, ainda comemorativos ao aniversário da Sercomtel, prevendo que a demanda deva ser maior a partir de agora em função do aumento do número de telefones públicos que operam com este sistema e também por causa de colecionadores.
O diretor de marketing e serviços da Sercomtel, Walter Campanelli, explica que uma das vantagens da empresa poder confeccionar os próprios cartões é que, a partir de agora, os motivos que vão estampar o produto poderão ser relacionados com a Cidade. A empresa também está fazendo estudos para que até o começo do próximo ano possa comercializar espaço publicitário no cartão, reduzindo os custos de produção e repassando essa economia ao usuário. Atualmente, cada cartão custa R$ 0,60 para ser produzido, mas a Sercomtel ainda não sabe quanto a exploração de espaço publicitário poderá representar de desconto no preço final do produto.
Junto com o lançamento do novo produto, a Sercomtel também está ampliando na Cidade o número de telefones públicos que funcionam com cartão indutivo. Hoje, apenas 200 terminais operam por este sistema, mas até a semana que vem esse número já sobe para 300. Além disso, até dezembro outros 200 telefones estarão aptos a trabalhar com o cartão. Isso tanto pela ampliação do número geral de terminais quanto pela substituição dos telefones à ficha por telefones a cartão. No momento, 1,1 mil orelhões funcionam com fichas.
O diretor de marketing e serviços afirma que, apesar da ficha ser reaproveitada, no final das contas o custo operacional entre um tipo de sistema e outro acaba se equiparando. Isso porque, ele explica, no caso do telefone com ficha, a manutenção acaba ficando mais cara. A coleta das fichas, por exemplo, encarece a serviço. E o orelhão com ficha é alvo constante de atos de vandalismo, na tentativa de violar o cofre. Além disso, o índice de defeitos em orelhões a cartão é muito menor do que o com ficha. Já temos dificuldade até para encontrar peça de reposição, diz.
Na prática, o cartão indutivo produzido pela Sercomtel é o mesmo da Telebrás, ou seja, poderá ser utilizado em qualquer telefone público do Brasil que tenha o mesmo sistema. Fora do Brasil vai depender da operadora, aponta Campanelli. Ele explica que nos Estados Unidos, por exemplo, não se utiliza cartão indutivo, apenas moeda ou cartão de crédito; e no Japão o cartão empregado é feito com tecnologia diferente.


