Serac investiga queda de monomotor
Técnicos dizem que não é possível adiantar causas do acidente porque os equipamentos ficaram destruídos
Odair StraliottPERÍCIAOs capitães André Ficht e Eduardo Emerick recolheram material dentro da casa onde caiu o monomotorDe ArapongasO Serviço Regional de Aviação Civil (Serac), da 5ª Região, baseado em Canoas (RS), começou a investigar ontem as causas do acidente ocorrido domingo, em Arapongas (28 km a oeste de Londrina), com o monomotor Cesna, prefixo PT-DSH. O trabalho está sendo conduzido pelos capitães André Ficht e Eduardo Emerick, que colheram os registros da ocorrência na Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, e ouviram depoimentos de funcionários do aeroporto e diretores da empresa União Produções Fotográficas, proprietária da aeronave acidentada.
Conforme comentou ontem o capitão Ficht, após vistoriar o local da queda do Cesna, sobre a residência do casal Marlene e Arino Pereira Dias, na Rua Patão, Nº 39, Vila Sampaio, não é possível tirar conclusões imediatas sobre o acidente. Sabemos apenas que a aeronave vinha numa altitude muito baixa mas, por enquanto, não dá para definir se houve falha mecânica ou operacional, assinalou.
O capitão adiantou que, devido ao violento impacto do avião com a residência, todos os instrumentos que poderiam contribuir na identificação do problema ficaram destruídos. Também será muito difícil realizar um laudo para avaliar as condições do motor, que ficou destroçado, depois que o avião bateu de bico na laje e mergulhou dentro da casa, disse.
Numa análise preliminar dos oficiais do Serac foi apurado que o primeiro impacto da colisão foi da parte do leme (parte traseira do avião) com um reservatório elevado de água. Em seguida, o monomotor bateu de barriga no teto da casa, partindo-se em vários pedaços. Como a aeronave era de asas altas, estas duas partes, que contêm os reservatórios de combustível, desprenderam-se e deslizaram sobre a laje, evitando talvez uma possível explosão seguida de incêndio, comentou o capitão André Ficht, lembrando que os tanques, que têm capacidade para 360 litros, estavam cheios.
Marcelo Scheffer Vargas, que pilotava o avião, permanecia internado em situação crítica na UTI do Hospital João de Freitas. Outra vítima do acidente, Ivanilde Lourenço da Silva, 43 anos, que estava no quintal da casa quando o avião caiu, recebeu alta ontem. Ela havia sido atingida na cabeça por um pedaço de concreto e estava apenas em observação. O laudo sobre a causa do acidente deve ser liberado em 60 dias.





