'Será uma varredura geral de problemas'
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Vítor Ogawa<b> Reportagem Local 

O PlanMob (plano de mobilidade urbana) visa traçar um panorama completo de todas as atividades envolvidas no deslocamento das pessoas, de forma que os municípios consigam organizar as ações conforme suas demandas e potencialidades. Por meio dele são identificados os modais pelo qual as pessoas se locomovem por Londrina, seja como pedestre, conduzindo carro, caminhão ou moto, de táxi, transporte coletivo, bicicleta ou aplicativos de transporte; ou mesmo daqueles que transportam produtos.
O plano será elaborado pela empresa paulista Logit Engenharia Consultiva. A diretora de Trânsito e Sistema Viário do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), Denise Maria Ziober, explica que a empresa possui experiência internacional e atuou em grandes eventos como as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014. "A empresa foi a segunda melhor nos critérios de técnica, mas foi a que apresentou o melhor preço, de R$3,032 milhões. Considerando o custo e benefício, foi a melhor proposta", destaca.
Ela ressalta que Londrina nunca teve um plano de mobilidade urbana. "Já houve uma pesquisa de origem e destino realizada em 1994. A falta desse plano fez com que os órgãos de planejamento não tivessem ferramenta de trabalho e isso dificulta quando alguém pede alguma intervenção, pois fica tudo na política do 'achismo', sem que haja a comprovação dessa necessidade." Ela explicou que o plano de mobilidade também prevê contagens volumétricas em pontos de maior tráfego e de acidentes. "Será uma varredura geral de problemas da cidade, para identificar as necessidades dos moradores", aponta.
LEIA MAIS
- Os gargalos no trânsito em Londrina
Está prevista também uma pesquisa de origem/destino domiciliar, em cinco mil residências, para verificar todos os hábitos de deslocamento dos moradores com idade acima de 10 anos. O levantamento inclui os meios de locomoção utilizados, tempo gasto, entre outros detalhes. Para isso, a cidade será dividida em 88 zonas de pesquisa, nas áreas urbana e rural.
Haverá também um levantamento em 50 pontos de entrada e saída da cidade, envolvendo seis mil entrevistados, sejam de Londrina ou outros municípios, para aferir o trânsito de passagem. Uma pesquisa de opinião vai entrevistar 1.500 pessoas para saber a qualidade dos serviços de transporte e trânsito e outras 600 entrevistas serão feitas com ciclistas em toda cidade, para obter informações sobre a malha cicloviária. Para avaliar o transporte coletivo, por exemplo, serão verificados o tempo de percurso, conforto, agilidade e variáveis em relação ao atendimento à população. "Um plano de mobilidade contempla muitas informações, por isso é importante a participação intensa da população, que devem dizer o que precisa e de acordo com essas respostas os técnicos farão estudos analíticos e precisos que servirão de base para futuras intervenções da prefeitura", reforça.
Segundo Ziober, o edital da licitação sobre o plano de mobilidade foi lançado em 2012 e só está sendo concluída agora. ela informa que a empresa deve começar a trabalhar em setembro e o prazo de conclusão é de 14 meses. Recentemente, a prefeitura anunciou que realizará a licitação para o transporte coletivo. O contrato atual, firmado com duas empresas em 2004, por meio de concorrência pública, termina em 19 de janeiro de 2019.
Segundo o IBGE, Londrina possui uma frota de 386.798 veículos, sendo 232.108 automóveis, 68.086 motocicletas, 9.475 caminhões e 2.112 ônibus, entre outros.


