Um sequestro simulado de aeronave movimentou as instalações do Aeroporto de Londrina ontem de manhã. A encenação, que faz parte de um programa de treinamento da Infraero e é feita anualmente, foi marcada por um forte esquema de segurança, que movimentou Exército, Polícia Federal e Pelotão de Choque da Polícia Militar, além de funcionários da Infraero, empresas de aviação, de segurança particular e até a Receita Federal.
A ação integrada começou por volta das 8h50, quando teria sido comunicado o sequestro da aeronave, e só encerrada por volta das 11h45, quando o Pelotão de Choque conseguiu retomar o avião e liberar os reféns, depois de usar granadas de luz e som. Na ação, um dos quatro sequestradores teria sido ‘‘morto’’ pela polícia. Segundo o superintendente da Infraero em Londrina, Lourival Inácio Briana, a polícia só entrou em ação depois que as ‘‘negociações’’ foram interrompidas quando os sequestradores ‘‘mataram’’ um e feriram outro dos 11 reféns.
Para o capitão Altivir Cieslak, comandante tático da operação, este tipo de treinamento é muito importante para a Polícia Militar, principalmente em um local sensível como uma aeronave. ‘‘Em 98, tive uma tentativa de assalto que poderia ter derivado para um sequestro deste tipo. Por isso precisamos estar preparados para agir se vier a ocorrer’’, apontou. Ao todo, participaram da ação integrada 40 homens do Pelotão de Choque, 24 funcionários da Infraero e um número não divulgado do Exército e Polícia Federal.

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