Sequestro assusta passageiros do Aeroporto
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Fernanda BorgesReportagem Local 
Passageiros que circulavam pelo saguão do Aeroporto de Londrina (Zona Leste) na manhã de ontem estranharam a grande movimentação de policiais pelos corredores e também pela pista. Três homens armados, após cometer diversos roubos pela cidade, renderam o segurança do aeroporto e se apoderaram de um avião comercial que transportava um empresário. Foram feitos de reféns o piloto, e mais duas pessoas da empresa.
Muitas pessoas acreditaram que realmente um avião estava sendo sequestrado. Mas o alívio chegou quando descobriram que a ação não passava de um ''Simulado de Apoderamento Ilícito de Aeronaves e Ameaça de Bomba'', operação realizada a cada dois anos pela Infraero em todos aeroportos do Brasil.
''Após muita negociação e a libertação de um refém, os sequestradores exigiram a presença de um padre e um juiz para que eles se entregassem. Antes do sequestro, simulamos aos funcionários que havia uma bomba no saguão. Uma equipe precisou se mobilizar para evacuar o aeroporto e localizar a bomba'', comentou o coordenador de operações da Infraero de Londrina, Evandro Castilho Leite.
Apesar da evacuação não ter acontecido para não causar transtornos aos passageiros, a agitação alarmou a maioria das pessoas. Um homem que preferiu não se identificar chegou a se deslocar do Centro porque havia ouvido falar do sequestro. ''O que está acontecendo aqui?'', questionou o homem, preocupado, à reportagem da FOLHA. ''Ah, é só simulação? Posso embora tranquilo então?''
Com o objetivo de preparar a Comunidade de Segurança Portuária para situações de crise, a ação contou com a participação de aproximadamente 50 homens, entre funcionários do aeroporto e policiais federais e militares. O exercício simulado teve início às 8h30 e se estendeu até ao meio-dia. ''Essa ação é uma imposição imposta por uma legislação de 2003 que está inserida no Programa Nacional da Segurança de Aviação Civil.''
''Alguns funcionários foram designados acalmar os que se assustaram ou ficaram com alguma dúvida. Lembrando que quando ocorre um fato como este a torre de controle recebe a informação, repassa para o Centro de Operações Aeroportuárias (COA), que envia para o Centro de Operações Emergenciais (COE). Todas as equipes estavam mobilizadas para resolver a situação da melhor forma. Tivemos um bom exercício e todos terminaram o treinamento satisfeitos com a operação'', disse.


