SEQÜESTRO - Polícia estoura cativeiro em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de janeiro de 2006
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O serviço reservado da Polícia Militar (P2) estourou o cativeiro de Vanda Torrezan e da doméstica Leonor, às 11h30 de ontem, no Jardim União da Vitória V (Zona Sul), em Londrina. Elas foram seqüestradas na manhã de sexta-feira, em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), após o roubo de R$ 3,5 mil e do Ecosport, placa ALO-3235, pertencentes ao empresário Vanderlei Balbieri, marido de Vanda.
A operação de resgate mobilizou também policiais civis e o Grupo Tigre, de Curitiba, que chegou a Sertanópolis no final da tarde de sexta-feira. Ali colhemos informações importantes para a investigação que foi transferida para Londrina a partir da localização do carro nesta cidade, disse o delegado Edward Ferraz, do Grupo Tigre. O automóvel estava abandonado, até às 21h30 de anteontem, na rua Albert Einst, em frente ao nº 99, na Vila Industrial (Zona Oeste).
Vanda e Leonor foram encontradas num barraco, da rua dos Ensacadores, sob a mira de uma pistola 380, empunhada por Claudia Ferreira da Silva de, aproximadamente, 18 anos. De acordo com Sérgio Barroso, delegado-chefe da 10ªSDP, exames clínicos realizados, ontem de manhã, na Santa Casa, comprovaram que as vítimas não sofreram agressões físicas. Após essa averiguação, elas participaram da caça aos seqüestrados sem trocar uma palavra sequer com a imprensa que seguia o comboio de policiais.
Apesar da fiscalização cerrada da P2, a reportagem da Folha conversou com a adolescente envolvida no seqüestro. Moro no Jardim Franciscato e receberia R$ 20,00 para ficar com elas até às 15h, disse. Estas palavras foram ditas em meio à correria de policiais armados que vasculharam várias residências do União da Vitória V, em três carros, sob alta velocidade. A operação chamou a atenção dos moradores que sairam às ruas para acompanhar a movimentação. Uma dona de casa não-identificada, que mora em frente ao cativeiro, disse que o local estava vazio há muito tempo. Trabalhamos na roça o dia inteiro e não vimos ninguém entrar nem sair, afirmou.
Sob pressão dos policiais, a garota delatou o nome de um mototaxista, aparentando 20 anos, preso no Jardim Franciscato, por volta das 13h30 de ontem. Segundo Barroso, ele auxiliou o grupo no transporte pela região. Acredito que exista outros três envolvidos no crime, disse o delegado, após o cerco de carros oficiais que impediu o acompanhamento da imprensa, a partir do Hospital Zona Sul. A colaboração da imprensa ao segurar as informações é fundamental nessas horas porque vidas estão em risco, disse o delegado Ferraz que sugeriu amadorismo dos seqüestradores.
As vítimas, o empresário e os detidos foram ouvidos ainda ontem à tarde, enquanto a Polícia ainda buscava o resto da quadrilha.


