Sequestradores pediram resgate de R$ 300 mil
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domingo, 22 de janeiro de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O seqüestro que mobilizou as polícias civis e militares de Londrina e Sertanopólis, e ainda investigadores do Grupo Tigre - especializados em operações de alto risco - começou por volta das 7h30 de sexta-feira. Dois rapazes armadados, que estavam escondidos no quintal da casa do empresário Vanderlei Balbieri, invadiram o local quando ele saía para trabalhar e deram voz de assalto.
A princípio, conforme relatou o advogado da família, Carlos Lunardelli, tudo não passaria de um simples assalto, quando então os rapazes decidiram levar a esposa do empresário, Vanda Torrezan, e Leonor, a empregada doméstica que estava na casa. O motivo seria a pequena quantia de dinheiro que eles encontraram no local, em torno de R$ 3,5 mil.
Eles pegaram essa quantia e também jóias da família, depois pediram mais dinheiro porque aquele era pouco. Como o Vanderlei não tinha, os rapazes o ameaçaram dizendo que em algum momento a grana apareceria. Então, o deixaram amarrado na casa, e levaram a Vanda e a empregada, contou Lunardelli.
Ainda pela manhã, os seqüestradores fizeram o primeiro contato. Pediram que o empresário fosse até um telefone público e ligasse para um número de celular, cujo DDD era de Minas Gerais, para que o número ficasse registrado e eles pudessem retornar a ligação posteriormente. O Vanderlei fez a ligação de um orelhão por volta do meio-dia e esperou a tarde inteira pelo retorno. Os seqüestradores fizeram um pedido de resgate no valor de R$ 300 mil e avisaram que voltariam a fazer contato na segunda-feira (amanhã), frisou Lunardelli.
Segundo relato do empresário ao advogado, ele nunca havia visto os seqüestradores, que entraram na casa sem capuz ou qualquer outra proteção para esconder o rosto. Se o crime foi premeditado, o Vanderlei nunca desconfiou de nada, afirmou o advogado e amigo da família.
Ontem à tarde, após a descoberta do cativeiro, Lunardelli foi à 10ªSubdivisão Policial, onde arguardava a chegada das vítimas e do empresário, que vinha de Sertanópolis. Até o fechamento dessa edição, o marido da vítima ainda não havia chegado a Londrina. Ele é uma pessoa muito simples e humilde, sempre morou em Sertanópolis e nunca teve problema com ninguém. Ele está muito abalado com tudo isso, concluiu.
A reportagem da Folha obteve informações sobre o seqüestro ainda pela manhã de ontem, com amigos e parentes da vítima em Sertanópolis. Mas se o cativeiro não tivesse sido localizado, as informações não seriam divulgadas a pedido do delegado-chefe da 10ªSubdivisão, Sérgio Barroso, e dos investigadores do Grupo Tigre. Como de praxe, em situações de seqüestro, a polícia pede à imprensa para não divulgar informações sobre o caso, pois isso pode atrapalhar as investigações.


