Sequestradores ainda não foram identificados
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
As investigações sobre o sequestro dos estudantes de Direito Thiago Garcia Fonseca e Celso Garla Filho continuam mas sem grandes avanços. A Polícia Civil garante que dispõe de pistas que não poderiam ser divulgadas. Os rapazes permaneceram cinco dias num cativeiro e foram liberados no início da noite do último sábado, sem pagamento do resgate, de R$ 500 mil. Ontem, ambos passaram o dia com familiares e não deram entrevistas. Os estudantes deverão ser ouvidos nos próximos dias pelo delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso.
A polícia ainda não conseguiu responder algumas perguntas importantes para devender o caso. Os envolvidos na investigação continuam sem saber quem e quantos eram os sequestradores; se o sequestro ocorreu apenas por causa do resgate quantia considerada pequena até pela própria Polícia ; porque libertaram os reféns sem pagamento do resgate; se os dois jovens foram sequestrados juntos por acaso ou não; se o grupo era profissional; e, principalmente, aonde foi o cativeiro.
Até agora, porém, o que a polícia divulgou é que os estudantes foram juntos para a faculdade e foram rendidos por dois homens na entrada da Universidade Norte do Paraná (Unopar), próximo ao Shopping Catuaí (zona sul), na manhã do dia 1º de julho. Os dois rapazes teriam sido levados para uma mata na mesma região e, à noite, seguiram no porta-malas de um carro para o cativeiro. No final da tarde de sábado, foram libertados próximos à Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Os estudantes relataram à Polícia que não viram os rostos de ninguém. Barroso acredita que os sequestradores abortaram a ação ''porque não tiveram condições de manter a segurança''. ''Continuamos o trabalho de investigação visando a identificação e prisão dos envolvidos'', garantiu o delegado.


