Sequestrador procurado em SP é preso em Maringá
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sábado, 07 de janeiro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Maringá Suspeito de participação em vários sequestros praticados no interior de São Paulo, o paranaense nascido em Nova Esperança, Marcos Silva, 34 anos, conhecido como ''Marquinho Babão'', foi preso na tarde de anteontem em um hotel no Centro de Maringá. A prisão contou com a participação de policiais civis de Maringá e de São José dos Campos (SP), pois Silva cumpria pena na cidade paulista até conseguir fugir em 6 de dezembro do ano passado. O rapaz é também suspeito de participação na morte do diretor do Centro de Detenção de São Paulo, José Ismael Pedrosa, que era considerado o inimigo número um da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o delegado-chefe da 9 Subdivisão de Maringá, Marcolino da Costa, Silva havia chegado na cidade há alguns dias e se hospedou em um hotel central. Ele estava com um ferimento a bala resultante, provavelmente, de um confronto recente com policiais paulistas e não esboçou reação. A polícia paranaense continua investigando o que trouxe o foragido para o Noroeste paranaense. O preso foi transferido ainda na quinta-feira para São José dos Campos.
Silva nasceu em Nova Esperança, município próximo a Maringá, mas foi no interior paulista que partiu para a vida criminosa. Na região de São José dos Campos, é suspeito de participação em inúmeros sequestros. Em 15 de novembro do ano passado, ele teria sequestrado Hebert Gava Farias, de 16 anos, filho de um empresário de Taubaté (SP). Capturado, Silva conseguiu fugir em 6 de dezembro da Cadeia Pública de Jacareí (SP). Ele tem uma pena unificada de 24 anos e 11 meses de prisão por diversos crimes.
Silva também é suspeito de participação no assassinato do então diretor do Centro de Detenção de São Paulo, José Ismael Pedrosa, 70 anos. O crime aconteceu no dia 23 de outubro de 2005, no centro de Taubaté. A suspeita é de que a morte tenha ligação com o sequestro de uma filha de Pedrosa, ocorrido há quatro anos. O sequestro teria sido realizado por integrantes do PCC, facção criminosa que era combatida com rigor por Pedrosa, que por 40 anos foi diretor da Casa de Custódia de Taubaté. Nesta unidade estão presos alguns dos criminosos mais perigosos do País como, por exemplo, o motoboy Francisco de Assis Pereira, o ''maníaco do parque'', detido desde 1998 por estuprar e matar mulheres no Parque do Estado, em São Paulo.


