Sequestrador é preso em Sarandi
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
A Polícia Militar de Sarandi (7 km a leste de Maringá) prendeu ontem Dirceu Antônio Ramos, 32 anos, foragido da Colônia Penal Agrícola (CPA) e que participou, em dezembro de 1991, do sequestro do empresário maringaense Antônio Francesquini. Ele foi preso durante uma ronda de rotina da PM por porte ilegal de arma e ainda utilizava documentos falsos em nome de Ricardo Antônio Ramos.
Segundo o delegado José Maurício de Lima Sobrinho, quando a equipe da PM levou o sequestrador para a delegacia, um policial civil reconheceu Ramos e conseguiu identificá-lo, apesar das informações na identidade falsa. Descobrimos depois que a ficha dele é extensa, disse o delegado.
Conforme a polícia, Ramos cumpria pena por roubo, extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha. Depois de um período em regime fechado na penitenciária, Ramos recebeu o benefício do semi-aberto. Agora ele volta para o fechado por causa da fuga, explicou o delegado. Lima disse que o sequestrador foi transferido para a cadeia da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP) porque é considerado um preso perigoso. Em Maringá, Ramos responde por duas ocorrências de roubo. Ele voltará para a penitenciária em Curitiba assim que os processos locais forem instruídos, informou o delegado.
O sequestro do empresário Francesquini é um dos casos mais famosos da crônica policial de Maringá. Francesquini, que morava em Maringá mas era cafeicultor em Minas Gerais, ficou mais de duas semanas nas mãos dos sequestradores, que pediram US$ 250 mil de resgate. Na terceira semana de negociações, quando o valor já havia sido reduzido para U$ 150 mil, a polícia conseguiu estourar o cativeiro localizado em Salto Del Guairá, no Paraguai, e liberar o empresário.
Na ocasião, a polícia identificou e prendeu sete dos nove sequestradores. Dois deles, irmãos de origem árabe, estão até hoje foragidos. Outros seis morreram. Quatro em troca de tiros com a polícia em Paiçandu (10 km a oeste de Maringá), dois meses depois do sequestro, e outros dois em uma tentativa de fuga na cadeia da 9ª SDP, no final de 1992. Ramos é o único sequestrador preso e condenado pelo caso.


