Sepultamento em terra está extinto
Desde o início do ano passado, a Acesf proibiu o sepultamento de corpos diretamente na terra em todo o município. Desde então, os sepultamentos de pessoas carentes são realizados em gavetas de alvenaria. Este ano, inclusive, a Prefeitura pretende ampliar o número de gavetas conjugadas para atender a população.
O superintendente da Acesf, Oswaldo Moreira Neto, esclareceu que os enterros na terra foram suspensos por três razões principais: ''porque prejudicava o meio ambiente, ocupava muito espaço e também tínhamos que ser mais humanos e dar mais dignidade às famílias mais carentes''. Desde então, a Acesf ergueu três blocos de gavetas conjugadas com capacidade para 320 corpos cada um. Este ano deverão ser concluídas mais 150 gavetas. Tudo para atender os 5% de vagas destinadas à pessoas isentas, que precisam de área emprestada para serem sepultadas.
Além desta obra, no entanto, o Cemitério Jardim da Saudade vai passar por uma reforma completa em sua entrada, orçada em R$ 122,9 mil. Conforme o superintendente, o muro será derrubado e o cemitério será ampliado até próximo da rua, com direito a estacionamento com 65 vagas. A entrada das capelas será pavimentada e uma calçada será construída em toda a área frontal do cemitério. As obras devem começar no final do mês.
O Jardim da Saudade é um dos maiores cemitérios do Paraná - tem 140 mil metros quadrados de área - e é o mais utilizado da cidade. No total, 32 mil mortos estão sepultados no local em 12 mil sepulturas. (L.A.)





