Separar o que é mais significativo
Londrina está vendo o interesse pela preservação do patrimônio histórico aumentar e isto reflete no aumento de espaços de preservação da memória. Segundo o historiador Edson Holtz, um dos sinais desse interesse é o surgimento de dois cursos de pós-graduação em preservação do patrimônio histórico, oferecidos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pela Unifil.
Para Hotlz, a criação de outros espaços como o Museu da Sociedade Rural do Paraná e o da Viação Garcia são importantes para preservar aspectos da história da cidade. ''Cada um acha importante preservar determinado fragmento da história. Se a pessoa guarda um jornal, é porque aquilo teve um valor para ele. O importante é que nós saibamos separar o que é mais significativo para a história da cidade, pois nós não temos espaço para preservar tudo'', relata.
O Museu da Sociedade Rural existe desde 2007, mas só foi aberto ao público a partir de 2010. Segundo a arquivista Amanda Keiko Higashi, responsável pelo museu, o acervo está bem completo, mesclando objetos, vídeos e bibliografia específica. ''Nós possuímos cerca de 30 mil peças e mais da metade é composta por imagens'', relata.
Entre as imagens estão as fotografias das primeiras exposições agropecuárias e industriais da cidade, a maior parte delas extraídas de periódicos da época. ''Só não temos muitas imagens da década de 50 porque só a partir de 1964 que teve início o hábito de se realizar a confecção de álbuns fotográficos'', relata Amanda.
Ela também foi responsável pela organização do Espaço Memória Viação Garcia, que possui 10 mil fotografias, 4 mil documentos antigos da década 40 e 50, 60 negativos, jornais antigos a partir da década de 50 e vários modelos de ônibus de diferentes fases da empresa, incluindo a Catita - que realizou os primeiros transportes de pessoas para a região de Londrina. (V.O.)





