A separação de um casal de diferentes nacionalidades pode complicar a questão da guarda dos filhos. Isso acontece porque geralmente cada um retorna ao País de origem, podendo acarretar em uma situação traumática.
O vendedor Maicon Ribeiro da Silva, 32 anos, conheceu e iniciou um relacionamento com uma peruana no Japão. Os dois permaneceram juntos durante cinco anos, de 2002 a 2007, e desse relacionamento nasceu um garoto. Porém, o casamento se desgastou e Silva retornou a Londrina. Sua ex-esposa acabou ficando com o filho.
''Eu não entrei na Justiça pela guarda de meu filho porque quando envolve legislação de países diferentes é complicado'', explicou Maicon. Ele relata que sua ex-esposa permanece no Japão com o seu filho e que, depois da separação, já realizou duas visitas a ele. ''Se morassem mais perto seria mais fácil, mas eles estão bem longe'', lamenta.
Para matar a saudade, ele usa um programa de mensagens instântaneas, que permite a comunicação a distância, mas se queixa que não é a mesma coisa que o contato pessoal. ''Não dá para matar a saudade como se ele estivesse perto de mim.''
Do relacionamento com a ex-esposa Maicon guarda boas lembranças. Ele destaca, porém, que um relacionamento com uma pessoa de outra nacionalidade exige muito mais cuidado. ''A dica que eu dou para quem está em um relacionamento semelhante é que o diálogo seja constante e que o casamento não entre em uma rotina'', aconselha. (V.O.)

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