Senti muito medo quando vi as coisas sendo destruídas
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sexta-feira, 17 de abril de 1998
Cristine Pieske 
Em Curitiba, a situação foi mais grave na região Norte e Leste. O bairro Pilarzinho foi o mais atingido e várias casas foram destelhadas e tiveram suas janelas quebradas pelas fortes rajadas de vento. Árvores e placas de sinalização também foram arrancadas, atingindo casas e veículos. Um abrigo de ônibus chegou a ser retorcido pelo vento. Na parte mais alta do bairro, duas casas ficaram parcialmente destruídas.
No Uberaba, o vento também destelhou várias casas e destruiu parte da creche Bom Pastor e da Escola Estadual Pio Lanteri. Na creche, que atendia 65 crianças carentes, uma parede chegou a ser derrubada pelo vento. As aulas foram suspensas ontem pela manhã, por tempo indeterminado.
O estudante Charles Strelow Machado, que mora há 10 anos no Pilarzinho, disse que nunca havia presenciado um vendaval semelhante. Ele conta que, assim que ouviu o barulho das telhas sendo arrancadas, tentou fechar as portas e janelas da casa, mas acabou sendo derrubado pelo vento. Até mesmo seu cachorro, da raça fila e que pesa mais de 80 quilos, chegou a ser levantado pela ventania. No quintal da sua casa, os pés de mamão e aipim foram totalmente arrancados, deixando um imagem de destruição. Na casa vizinha, a cobertura da garagem foi levada pelo vento. Senti muito medo quando vi a velocidade com que as coisas foram destruídas, diz.
Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a chuva e os fortes ventos foram causados pelo deslocamento rápido da frente fria que estava sobre o Paraná. Os meteorologistas afirmam que o tempo ainda deverá continuar nublado no Estado, mas afastam a possibilidade de um novo vendaval.


