Sentença frustra mãe, que queria pena maior para o agropecuarista
Um sentimento de frustração se abateu sobre a dona de casa Rosane Maria da Silva ao final do julgamento. Ele esperava que Braz Pedro Sambulski recebesse uma pena superior aos 18 anos e 10 meses de prisão. É muito pouco. Queria que ele apodrecesse na cadeia. Se a minha filha não teve o direito de viver, ele também não pode ter, afirmou Rosane.
Para o advogado João Batista de Arruda Júnior, que atuou como assistente da acusação, a pena já era aguardada. Na tentativa de amenizar o descontentamento da mãe de Suellen, o advogado disse que Sambulski responde ainda a um processo de danos morais contra a família da menina.
Rosane Maria da Silva revelou que soube como ocorreu a morte da filha através de uma carta que Daniel Agnoleto Vieira mandou para ela três dias depois do assassinato. Na carta, de acordo com a dona de casa, Daniel confessa ter matado Suellen diante de uma quantia de R$ 500,00 que Sambulski havia prometido a ele. Dinheiro que Rosane diz nunca ter chegado as mãos do matador.
Já o advogado de Sambulski, Iguatemi Catarinense da Costa, garante que Daniel só mudou de depoimento um ano e meio após o crime. Não tenho idéia de quem teria instruído o Daniel a mudar de depoimento, mas estou na pista, disse. (D.V.)





