Na Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal), a alternativa para tentar preencher as vagas para pessoas com deficiência foi chamar a família para um encontro. "Ficamos sabendo na Apae que algumas mães têm dificuldades em liberar os filhos para o trabalho. Convidamos as famílias para apresentarmos o local e para que elas tirassem dúvidas referentes Benefício de Prestação Continuada (BPC) com um representante do INSS", conta a gerente de Recursos Humanos da Iscal, Adriana Carlesso da Silva.
Nove famílias participaram e o resultado foram seis contratações. "Uma família vai contando para a outra, eles vão vendo que está dando certo e mais pessoas são encaminhadas. Porém, todos os meses preciso ir até o Ministério do Trabalho explicar o que estamos fazendo e justificar por que não contratamos", explica Adriana, informando que das 75 vagas, apenas 25 estão preenchidas.
Ela conta que foi preciso fazer adequações em algumas vagas, assim como na rotina de trabalho. Avisar sobre o horário de almoço e ter um funcionário para acompanhar alguns colaboradores pelos corredores são algumas delas.
"A recepção dos colegas de trabalho é muito importante, por isso todos são sensibilizados, já na contratação, de que temos funcionários com deficiência. Além disso a empresa também precisa estar aberta a algumas concessões, como liberar o funcionário para sessões de fisioterapia. Isso é garantido por lei, mas as empresas precisam ser flexíveis, adequando os horários", afirma.
Mônica Oliveira Vinha, de 25 anos, há seis meses trabalha na lavanderia e se diz muito feliz. "Vim com a escola (Apae) conhecer a Santa Casa e logo decidi que queria trabalhar aqui. Todos me receberam bem e me respeitam", afirma, enquanto mostra algumas de suas funções, como dobrar as roupas e arrumá-las nas prateleiras. "Ela é muito eficiente. Uma vez por mês a mãe dela se reúne conosco para saber como está o progresso da Mônica. Queremos acima de tudo formar cidadãos", reforça a supervisora da jovem, Natália Violin Fabri. (E.G.)

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