Um servidor público que trabalha no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Norte, relatou ontem que não tinha nem água para beber em função do furto do motor do bebedouro, ocorrido na noite de domingo. ''É a segunda vez que furtam esse motor de bebedouro'', ressaltou. Ele revelou que também não tinha onde guardar a comida, pois o motor da geladeira também foi levado, e nem onde esquentá-la, pois já não existe botijão de gás no local. ''Quando você trabalha quer saber se tem no mínimo água para poder beber. Para mim a sensação é de descaso com a gente'', desabafou.
O pintor Eron Hilgenberg de Ávila foi visitar o túmulo de sua mãe e ficou chocado quando soube que o cemitério tinha sido alvo de bandidos tantas vezes em um período tão curto. Ele reveloua que já viu túmulos arrombados e cobra a presença de um vigilante permanente no local. ''O prefeito deveria correr atrás disso, pois aqui precisa de segurança durante o dia e à noite'', sugeriu.
Nas praças a situação não é diferente. A autônoma Maria José Vieira afirma que na Praça Rocha Pombo as pessoas têm utilizado o chafariz para tomar banho e fazer xixi. ''Eu já vi essa cena várias vezes'', ressaltou. Ela também relatou que a situação da Praça Tomi Nakagawa está perigosa, com a presença de muitos ''noiados'', se referindo aos viciados em drogas. ''Deveria ter Guarda Municipal aqui o tempo todo, pois inventaram essa guarda para isso, não?''
O auxiliar de cozinha Leonardo Luiz do Carmo Brasão, que passa todas as noites pela Tomi Nakagawa, relatou que nunca viu os guardas municipais no local. ''Deveriam melhorar mais a segurança, pois é uma praça tão bonita'', cobrou. (V.O.)

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