Curitiba - Roer as unhas, ter aquela sensação de descontrole, agitação, irritabilidade constante. Esses são alguns dos vários sintomas causados por um distúrbio que, para alguns estudiosos da Medicina, é considerado como o mal do século: a ansiedade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema atinge mais de 10 milhões de brasileiros. De acordo com o médico psiquiatra Marcelo Maroni Saraiva, que há mais de 10 anos atua no tratamento de transtornos ansiosos e depressivos, a ansiedade pode estar relacionada a vários fatores. "O convívio com pessoas ansiosas, estresse familiar e no trabalho são algumas das razões que geram o mal. Mas, a forma de pensar, característica de personalidade aprendida na infância, é crucial para o desenvolvimento de um padrão ansioso de comportamento de uma pessoa", explica o profissional de Curitiba, credenciado da Paraná Clínicas.
Maroni afirma que este problema ocorre devido à natureza psicológica, como medos infundados, sensação de afogamento, sufocamento, palpitações no peito e tremores de mãos. Ele ressalta que, nestes casos, deve-se haver uma preocupação maior em procurar ajuda médica para iniciar um tratamento. "Estes sintomas pioram a sensação inicial da ansiedade, formando uma bola de neve, pois o indivíduo, pensa que está sofrendo de um infarto do coração e que pode morrer a qualquer momento", diz.

Tratamento
No entanto, segundo o especialista, a ansiedade tem cura. Com um tratamento feito de forma adequada há grandes possibilidades de um resultado eficaz imediato, inclusive sem o uso de remédios. "A abordagem para tratar estresse e ansiedade não se resume à medicação e psicoterapia. Um estilo de vida saudável, com atividade física, alimentação adequada e sono regular é essencial", comenta o médico.
Em determinados casos, na fase inicial do tratamento, o uso de medicamentos pode ser indicado. Os remédios utilizados classicamente no controle da ansiedade são os chamados antidepressivos em associação com os benzodiazepínicos - ambos só podem ser indicados por médicos especializados.
Segundo Maroni, outra forma de prevenção é optar por uma Psicoterapia Cognitiva e Comportamental – TCC. "Essa terapia é eficiente como forma de ensinar o paciente a reconhecer os sintomas e controlá-los, atenuando seu impacto em sua vida ao longo do tempo", comenta.

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