Senador defende solução rápida para prédio de fórum
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de agosto de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O senador Alvaro Dias (PSDB) defendeu que governo do Estado e Tribunal de Justiça encontrem uma solução rápida para o destino do esqueleto de concreto do Fórum de Curitiba antes que o tempo se encarregue de comprometer a sustentação da estrutura. Se demorar, não haverá mais aproveitamento. Aí sim pode-se confirmar o desperdício, declarou Dias, que foi governador quando a obra estava sendo construída nos anos 80. Os trabalhos foram paralisados em 1991, já na gestão de seu sucessor, Roberto Requião (PMDB), por suspeita de má execução do projeto por parte da Construtora Coteli.
Segundo o senador, só uma nova perícia técnica terá condições de atestar se o Fórum pode ser aproveitado. É preciso haver um novo diagnóstico, diz. Se estivesse no governo, o tucano afirma que elegeria como prioridade uma possível retomada da construção, caso um estudo garantisse essa viabilidade. Dias tem dúvidas se o edifício está mesmo fora dos padrões de segurança. O que houve foi um projeto tecnicamente imperfeito, mas não houve uma afirmativa segura, comenta. O senador confirmou que durante sua administração chegou a cancelar o repasse de verbas para a construção do edifício. Ele justificou que enfrentava problemas de caixa, mas não acredita que isso possa ter ajudado a comprometer a finalização da obra.
A presença do esqueleto de concreto compromete toda a imagem do Centro Cívico. O senador recorda que o prédio inacabado não está num lugar qualquer, mas onde os três poderes do Estado estão localizados. É desconfortável. Uma solução tem que ser adotada, diz. Apesar da obra estar abandonada e ter consumido R$ 14 milhões em valores atualizados, Dias acredita que o caso não mereça uma investigação, como ocorre nas obras superfaturas do Fórum Trabalhista de São Paulo e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
O senador menciona que, no caso do Fórum de Curitiba, não houve nem suspeita de desvio de dinheiro público. Para ele, o que vale é uma avaliação de engenheiros para constatar se o prédio é seguro ou tem que ser demolido. Não será preciso culpar ninguém, mas achar uma solução.


