O curso de auxiliar de farmácia do Senac (Serviço Nacional do Comércio) formou ontem a primeira turma de Maringá, iniciando um trabalho de melhoria no atendimento ao consumidor. Dos 20 alunos, apenas um não trabalha no setor e pelo menos 60% são proprietários de farmácias. A idéia de promover o curso partiu do Sindicato das Farmácias de Maringá, que reúne mais de 50 empresas, a maior parte preocupada com a qualificação dos atendentes.
O presidente da entidade, Nivaldo Ricci, lembra que fora das universidades existem poucos cursos de formação farmacêutica. ‘‘Os profissionais sempre sentiram a necessidade de uma formação mais completa’’, diz. Através de um convênio com o Senac, o sindicato conseguiu oferecer o curso em Maringá.
Segundo Vera Lucia Nikoni, orientadora técnica do Senac, os auxiliares de farmácias tiveram disciplinas que vão desde as técnicas de venda até de administração hospitalar. ‘‘O profissional sai do curso conhecendo tudo dentro de uma farmácia, inclusive com noções de manipulação de medicamentos’’, garante.
Com a qualificação, diz Vera, o auxiliar tem condições de prestar um atendimento com a mesma qualidade do farmacêutico. ‘‘Sabemos que a legislação exige um profissional de nível superior, mas nem sempre é possível uma só pessoa atender todos os clientes. Daí a importância de um auxiliar qualificado’’, afirma Ricci. Ele explica que apesar da grande procura pelo curso, os funcionários de farmácias da região de Maringá terão que esperar até 1998, quando o Senac abre outra turma na cidade.

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