O delegado Gilson Garret disse ontem estar lisonjeado com as demonstrações de solidariedade que recebeu de diversas entidades, contra sua transferência da cidade para a Corregedoria de Polícia, em Curitiba. Garret afirmou que não sabe porque está sendo transferido e não cabe a ele discutir ordens de superiores. ‘‘Vou cumprir o que me for determinado’’, resumiu.
Respondendo pela chefia da Polícia Civil em Londrina desde 25 de maio de 2000, Garret considera que fez o possível para trabalhar com ética e isonomia. ‘‘Sempre procurei cumprir a lei. Infelizmente, sabemos que a própria lei diferencia os cidadãos’’. Em relação ao novo posto, o delegado-chefe disse que exercerá qualquer função futura ‘‘com o mesmo empenho.’’
Fontes policiais ouvidas pela Folha afirmaram que, efetivada a saída de Garret, a equipe que trabalha diretamente com ele, como o delegado-adjunto, João Eduardo Carulla, o delegado-operacional, Jurandir André, além do titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Francisco de Assis, pode ser substituída.
Na opinião do padre Manuel Joaquim Rodrigues dos Santos, integrante do Movimento Pela Moralidade, Garret é um dos melhores delegados que já passaram por Londrina. Ele lamentou a decisão do secretário de Segurança Pública, José Tavares. ‘‘Mais uma vez o Estado toma as decisões sem ouvir a comunidade’’.

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