Seminário vai discutir como fazer conservação preventiva
Como preservar melhor os elementos que contam a história do Estado? No dia 24 deste mês, o Memorial de Curitiba vai sediar um seminário que deve fornecer respostas e dicas sobre políticas de preservação de acervos. Debates anteriores, promovidos para especialistas de todo o País, já resultaram no envio de 52 textos sobre conservação preventiva para mais de 1.450 instituições brasileiras.
As orientações falam sobre o planejamento, monitoramento e melhoria das condições ambientais para a preservação dos acervos, reprodução dos documentos em novos formatos, e ainda, a construção, reforma e manutenção de edifícios de arquivos e bibliotecas. A discussão é patrocinada pelo Projeto Cooperativo Interinstitucional Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos.
A coordenadora de Conservação de Documentos do Arquivo Nacional, Ingrid Beck, diz que a preservação da maioria dos materiais guardados em centros de documentação, arquivos, bibliotecas e museus depende de temperaturas em torno dos 20 graus centígrados e umidade de 50%. Ocorre que essas condições normalmente podem ser obtidas apenas por meio de aparelhos de climatização, lembra Ingrid. Ele revela que, a cada dez graus de aumento da temperatura num ambiente, a velocidade de degradação dos materiais dobra.
Esses aparelhos têm um custo elevado e dificilmente são adquiridos, acrescenta a especialista do Arquivo Nacional. Ingrid ressalta que diante da falta de infraestrutura, as bibliotecas e os arquivos estão perdendo grandes parcelas de seus acervos pelo processo de degradação química dos papéis ácidos e pela ação de insetos e microorganismos.
Mesmo com o quadro desfavorável, Ingrid assinala que existem meios para retardar a destruição. Um exemplo é a mudança de uma coleção para um local mais seco. O uso de embalagens adequadas para o acondicionamento de documentos também conta. (D.V.)





