Maringá Prestadores de serviços na área de saúde pública e particular de 40 municípios da região Noroeste participaram ontem, em Maringá, de um seminário para discutir soluções no destino do lixo produzido em hospitais, laboratórios, farmácias e clínicas. Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adequação de todas as empresas até março do próximo ano. O evento, promovido pela Santa Casa de Maringá, foi o primeiro do Estado a discutir o problema e apresentar tecnologias para o gerenciamento de resíduos de saúde. Só em Maringá são 1.181 estabelecimentos que geram este tipo de lixo.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Cláudio Xavier, o Paraná precisa se posicionar para buscar uma fiscalização conjunta entre as vigilâncias sanitárias municipais e do Estado. Xavier afirmou que a secretaria está efetivando uma Câmara Técnica que vai buscar diretriz no trabalho de fiscalização e também de orientação. ''Uma sacola de sangue ou um tecido humano infectado descartados de qualquer maneiras são potenciais contaminadores do ambiente e de alto risco para a saúde'', disse o secretário.
Um dos redatores da nova resolução 33/03, que determina regras no descarte de resíduos, Luiz Carlos Fonseca e Silva, da Anvisa, disse que só agora a discussão sobre o lixo da saúde está vindo à tona. ''A Anvisa está participando destes eventos para ajudar as vigilâncias sanitárias no controle destas novas normas'', afirmou Silva.
Para o técnico da Anvisa, será através da emissão de multas valores de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão que as vigilâncias sanitárias terão condições de exigir o cumprimento da resolução. ''É quando mexemos nos bolso que percebemos resultados mais efetivos'', disse. De acordo com ele, somente 47% dos municípios brasileiros possuem aterro sanitário. O restante joga o lixo hospitalar a céu aberto.
Os donos de estabelecimentos afirmam que o maior problema da resolução está no prazo de adequação, considerado pequeno diante dos novos gastos que as empresas terão para o destino do lixo. As tecnologias apresentadas são de sistemas de microondas, de desativação eletrotérmica e de incineração.

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