Seminário discute destinação de resíduos
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terça-feira, 03 de julho de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Desde a última segunda-feira e até amanhã acontecem em Londrina várias discussões envolvendo a problemática da destinação de resíduos, durante o 2º Seminário Regional Sul de Resíduos Sólidos, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) - Seção Paraná / Comitê Nacional de Resíduos Sólidos e Prefeitura de Londrina. Temas como o gerenciamento de resíduos sólidos industriais, a gestão dos resíduos da construção e demolição, a coleta seletiva de lixo e a atuação das promotorias são alguns dos assuntos tratados no evento que acontece no Hotel Sumatra.
A coordenadora da área de resíduos sólidos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbanos de Londrina (Ippul) e uma das organizadoras do seminário, Rosimeire Suzuki Lima, destacou a troca de experiências com vários Estados, governo federal e iniciativa privada. ''É importante buscar alternativas e aproveitamento, em vez de simplesmente aterrarmos os resíduos separados do lixo doméstico.''
Entusiasta do modelo de coleta e reciclagem de lixo implantado em Londrina, Rosimeire ressalta outro diferencial do município: aqui os hospitais e demais serviços de saúde do município já são responsáveis pela destinação dos resíduos que produzem. ''Agora é hora de buscar outras formas de beneficiamento do material já coletado para melhorar a renda dos catadores'', observou a coordenadora.
Um dos palestrantes de ontem foi o diretor do Departamento de Ambiente Urbano da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Silvano Silvério da Costa, que apresentou o projeto de lei que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a ser encaminhada esta semana ao Congresso Nacional. De acordo com Costa, trata-se de uma lei bem mais abrangente, que define as responsabilidades tanto dos geradores como dos consumidores, trazendo iniciativas como o Plano de Gestão Integrada de Resíduos. O Plano vai definir, por exemplo, as formas de coleta de materiais como lâmpadas fluorescentes e pilhas em cada município, hoje um problema na grande maioria das cidades.
''Vários países europeus já adotam políticas semelhantes, porém a nossa proposta prevê que os catadores sejam os agentes da logística reversa, que responsabiliza os geradores dos resíduos pela sua destinação, ou seja, o caminho de volta dos resíduos'', lembrou o representante do Ministério do meio Ambiente.
A programação do 2º Seminário Regional Sul de Resíduos Sólidos prevê ainda, entre outras discussões, uma mesa-redonda sobre ''Coleta Seletiva e Ações do Movimento Nacional dos Catadores, com participação de Luiz Henrique da Silva, membro da Equipe de Articulação dos Catadores do Movimento Nacional, amanhã, a partir das 10h40.


